quinta-feira, junho 4, 2026

Caso Master: relator do TCU paralisa pedido de inspeção técnica no Banco Central, e Vital do Rêgo afirma que não haverá ‘desliquidação’, abre mediação entre autoridades

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No Caso Master, relator Jonathan de Jesus decidiu paralisar o pedido de inspeção técnica no Banco Central, e o presidente do TCU, Vital do Rêgo, anunciou que vai mediar o caso e garantiu que não haverá revisão da liquidação

O relator do processo sobre o Banco Master no Tribunal de Contas da União, ministro Jonathan de Jesus, resolveu paralisar o pedido de inspeção técnica no Banco Central do Brasil, em movimento que adia a atuação direta da Corte junto à autarquia.

O presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, confirmou a paralisação ao blog e afirmou que não haverá revisão da decisão que decretou a liquidação do Banco Master, com a frase curta e categórica, “Não vai haver desliquidação”.

Vital informou ainda que retorna a Brasília na próxima segunda-feira para conduzir pessoalmente um processo de mediação, e que já está em contato direto com o relator, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conforme informação divulgada por Ana Flor, do blog da GloboNews.

Decisão do relator e alcance da paralisação

A decisão de Jonathan de Jesus suspende o pedido de inspeção técnica, o que adia a visita ou análise técnica do TCU ao Banco Central do Brasil. A paralisação não significa, segundo o presidente do tribunal, mudança na decisão de liquidação que recaiu sobre o Banco Master.

Posição do presidente do TCU e articulação com autoridades

Vital do Rêgo disse que pretende se reunir com Gabriel Galípolo e com Fernando Haddad já na próxima semana, e que vai mediar o caso pessoalmente ao retornar a Brasília. Ele ressaltou o papel do TCU de fiscalizar órgãos federais, e afirmou que mantém contato direto com o relator do processo.

Implicações para o Banco Master e para a autonomia do BC

O TCU pode avaliar as motivações da liquidação promovida pelo Banco Central, mas Vital também destacou que “A autonomia do BC é fundamental, mas o Banco Central não é intocável aos olhos do controle”. A combinação entre fiscalização do TCU e a garantia de autonomia do BC marcará os próximos passos do episódio envolvendo o Caso Master, com acompanhamento próximo das autoridades e possibilidade de mediação institucional.

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