Negociações com o governo dos EUA podem permitir que a Chevron na Venezuela aumente vendas de petróleo bruto às suas refinarias e a outros compradores, enquanto EUA e Caracas discutem um acordo de até 50 milhões de barris
A Chevron, única grande petrolífera dos Estados Unidos ainda em operação na Venezuela, busca ampliar uma licença que a autoriza a atuar no país sul-americano.
Se a ampliação for concedida, a empresa pretende aumentar exportações de petróleo bruto para suas próprias refinarias e vender a outros compradores, alterando a dinâmica do mercado em Caracas e em parte do comércio com os EUA.
As conversas ocorrem no contexto de negociações entre Washington e Caracas para fornecer até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano aos Estados Unidos, conforme informação divulgada pelo g1.
O que está em negociação
Segundo reportagens da Reuters, a petroleira negocia com o governo Trump a ampliação de uma licença-chave, citando quatro fontes próximas às negociações. A proposta inclui permitir que a Chevron na Venezuela aumente o fluxo de petróleo bruto para suas refinarias e venda parte da produção a terceiros.
A Reuters informou que, com a mudança, a empresa aumentaria as exportações de petróleo bruto para suas próprias refinarias e venderia a outros compradores, citando quatro fontes próximas às negociações, o que daria à Chevron mais margem de comercialização do petróleo venezuelano.
Impacto nas sanções e no mercado
Atualmente, a Chevron opera na Venezuela sob uma autorização, ela atua sob uma autorização do governo americano que a isenta das sanções impostas ao país. A ampliação da licença significaria uma flexibilização prática de restrições, ao menos para as operações da empresa.
Fontes do setor ouvidas pela Reuters disseram ainda que Washington pressiona para que outras empresas dos EUA participem das exportações da Venezuela, e que o avanço das conversas pode ampliar os fluxos comerciais e reduzir o isolamento do setor petrolífero venezuelano.
Contexto político e próximos passos
As negociações ocorrem enquanto o presidente Donald Trump pressiona empresas petrolíferas americanas a investir no setor de energia da Venezuela, e enquanto EUA e Caracas avançam em tratativas para um possível fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano aos Estados Unidos.
Fontes indicam que a oferta de até 50 milhões de barris e os contatos com a Chevron fazem parte de um esforço maior para normalizar, ainda que parcialmente, as trocas comerciais entre os dois países, mas não há confirmação pública de termos finais ou cronograma para a ampliação da licença.
Reportagem em atualização, baseada em informações da Reuters e em apuração inicial divulgada pelo g1.