EUA começam a comercializar petróleo da Venezuela, receita ficará em contas controladas pelos EUA e será destinada à compra de produtos americanos, segundo Trump e o Departamento de Energia
O presidente Donald Trump afirmou que a Venezuela concordou em usar a receita obtida com a venda de petróleo para comprar exclusivamente produtos americanos, como alimentos, medicamentos e equipamentos médicos.
Segundo Trump, os recursos também serão aplicados em itens para melhorar a rede elétrica e as instalações de energia do país sul-americano, e as vendas já teriam começado.
As informações constam em reportagens e comunicados citados pelo g1, e os detalhes operacionais foram divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA, conforme informação divulgada pelo g1.
Como funcionará o controle da receita
O Departamento de Energia declarou que “toda a receita da venda será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente”, para garantir transparência nas operações.
O órgão afirmou ainda que os recursos serão depositados em contas controladas pelos EUA para “garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos”, que serão feitos “em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA”.
As declarações do governo americano reforçam que haverá supervisão direta sobre o fluxo de dinheiro, e que o objetivo é controlar a destinação dos recursos, segundo as comunicações oficiais citadas pelo g1.
Negociações, volumes e logística
A petroleira estatal PDVSA informou haver avanço nas negociações com os EUA, com termos semelhantes aos praticados com parceiros como a Chevron, conforme comunicado citado pelo g1.
Trump também disse que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto retidos na Venezuela, e afirmou que o petróleo será vendido a preço de mercado.
O governo americano acrescentou que “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, descrevendo a logística prevista para o movimento do combustível.
Impacto político e econômico
A decisão ocorre dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro, operação que, segundo reportagens, deixou dezenas de mortos entre militares venezuelanos e cubanos.
Antes das primeiras sanções dos EUA, refinarias americanas na Costa do Golfo importavam cerca de 500 mil barris por dia do petróleo venezuelano, e hoje a produção está em torno de 1 milhão de barris por dia, números citados nas matérias e entrevistas reunidas pelo g1.
O governo Trump diz pretender abrir o setor petrolífero venezuelano para a atuação de grandes empresas americanas, que, segundo o presidente, investiriam na recuperação da infraestrutura e na retomada da produção, conforme declarações divulgadas pelo g1.