quinta-feira, junho 4, 2026

Agricultores franceses bloqueiam Paris contra o acordo UE-Mercosul, exigem fim do abate por dermatite nodular e pressionam votação decisiva na sexta-feira

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Protestos em ruas e pontos turísticos de Paris aumentam a pressão sobre o governo francês enquanto a votação do acordo UE-Mercosul se aproxima

Tratores e manifestantes bloquearam vias e circularam por pontos emblemáticos de Paris em protesto contra o acordo UE-Mercosul, e também pedem o fim da política de abate de bovinos por uma doença contagiosa.

O ato reuniu membros do sindicato agrícola Coordenação Rural e ocupou locais como o Arco do Triunfo, em ação que visa marcar a agenda antes da votação esperada pelo bloco.

Os protestos somam tensão à discussão sobre o tratado, que já provocou concessões e rejeição em diversos países da União Europeia, conforme informação divulgada pelo g1

O que aconteceu em Paris

Tratores estacionados em frente ao Arco do Triunfo durante uma manifestação do sindicato agrícola francês Coordenação Rural, Foto: Thomas Samson/AFP, ilustraram a mobilização.

Os produtores interromperam o tráfego em áreas centrais e circularam por pontos turísticos, pressionando por medidas imediatas contra o abate sanitário ligado à dermatite nodular bovina, e por garantias para o setor.

Reações do governo e posicionamentos públicos

O governo francês extraiu concessões de última hora, mas a posição final do presidente Emmanuel Macron ainda não está clara. A porta-voz do governo, Maud Brégeon, disse à rádio France Info, “Este tratado ainda não é aceitável”.

A ministra da Agricultura, Annie Genevard, afirmou que, mesmo que os países da UE apoiem o acordo, a França continuará a combatê-lo no Parlamento Europeu, cuja aprovação também será necessária para que o tratado entre em vigor, segundo reportagem do g1.

Contexto político e prazo para votação

O tema é sensível para o governo francês em ano de eleições municipais e diante do avanço de forças de direita nas pesquisas, o que torna a decisão sobre o acordo UE-Mercosul um fator de risco político local.

A votação sobre o acordo é esperada para sexta-feira (9), e o apoio de países como Alemanha, Espanha e possivelmente Itália pode garantir a aprovação do tratado no bloco, com ou sem o voto francês, conforme divulgado pelo g1.

Consequências e próximas etapas

Se a UE aprovar o tratado, o texto ainda precisará do aval do Parlamento Europeu para entrar em vigor, o que mantém aberta a possibilidade de oposição francesa no foro europeu, e amplia o papel dos debates públicos e das mobilizações do setor agropecuário.

A pressão nas ruas de Paris reflete a preocupação dos agricultores com concorrência, regras sanitárias e proteção da produção local, temas que devem permanecer no centro das negociações até a votação.

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