quinta-feira, junho 4, 2026

Agricultores franceses bloqueiam ruas de Paris em protesto contra acordo UE-Mercosul, com tratores no Arco do Triunfo e pressão sobre Macron antes da votação

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Protestos em Paris exigem rejeição do acordo UE-Mercosul e fim do abate por dermatite nodular, enquanto governo francês mantém posição incerta e votação é esperada para sexta-feira

Tratores e manifestantes bloquearam ruas e circularam por pontos simbólicos de Paris em uma nova demonstração contra o acordo UE-Mercosul.

Os agricultores reivindicam não só a rejeição do tratado, como também o fim da política de abate de bovinos por causa da dermatite nodular contagiosa.

As ações ocorreram em um contexto de negociações decisivas na União Europeia, e a votação sobre o acordo é esperada para sexta-feira (9), conforme informação divulgada pelo g1.

O que motivou a mobilização

Os agricultores dizem que o acordo UE-Mercosul abre o mercado europeu a produtos do Mercosul, sem garantir proteção suficiente para a produção local, e que isso afeta preços e competitividade.

Além disso, o abate de bovinos por suspeita de dermatite nodular tem alimentado o clima de revolta no campo, e manifestantes pedem mudanças nas medidas sanitárias que consideram excessivas.

Reação do governo francês e declarações oficiais

O governo francês tentou tirar tempo nas negociações, mas manteve uma posição cautelosa. A porta-voz Maud Brégeon afirmou, “Este tratado ainda não é aceitável”, posicionamento que revela a tensão interna sobre o voto.

A ministra da Agricultura, Annie Genevard, afirmou na quarta-feira que, mesmo que os países da UE apoiem o acordo, a França continuará a combatê-lo no Parlamento Europeu, cuja aprovação também será necessária para que o tratado entre em vigor, segundo reportagem do g1.

O equilíbrio na União Europeia e o papel de outros governos

Países como Alemanha e Espanha manifestaram apoio ao tratado, e a Comissão Europeia buscou nesta semana conquistar apoio da Itália.

O aval de Roma significaria que a UE poderia aprovar o acordo UE-Mercosul com ou sem o apoio francês, o que aumenta a pressão sobre Paris e sobre o presidente Macron.

Próximos passos e impacto político

A votação marcada para sexta-feira (9) será decisiva para o futuro do tratado, e a posição final do presidente Emmanuel Macron ainda não está clara, segundo o g1.

Internamente, o tema é sensível, porque chega em um momento de eleições municipais e de avanço da extrema direita nas pesquisas, questões que aumentam a apreensão do governo frente às demandas do setor agrícola.

As manifestações em Paris, com tratores próximos ao Arco do Triunfo e paralisação de vias, são um sinal de que o debate continuará intenso nos próximos dias, tanto nas ruas, como nas instâncias políticas da União Europeia.

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