quinta-feira, junho 4, 2026

União Europeia aprova acordo UE-Mercosul, permite assinatura por Ursula von der Leyen e amplia acesso a 451 milhões de consumidores, apesar de resistência agrícola

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Decisão provisória em Bruxelas precisa ser confirmada por escrito até as 17h, e o acordo UE-Mercosul pode ser assinado na segunda no Paraguai, abrindo mercado amplo

Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente o acordo UE-Mercosul, sinalizando avanço após mais de 25 anos de negociações, e abrindo caminho para a assinatura do tratado.

A votação em Bruxelas ocorreu apesar da oposição de França, Irlanda e outros Estados-membros, que manifestaram preocupação sobre impactos no setor agrícola.

As informações foram divulgadas por agências internacionais e confirmadas em reportagens, conforme informação divulgada pelo g1.

Como foi a aprovação

Segundo diplomatas ouvidos pela AFP e Reuters, a maioria dos 27 países do bloco votou a favor durante a reunião de embaixadores em Bruxelas. A decisão, no entanto, foi tomada de forma provisória, e a formalização dos votos depende do envio de confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas, 13h no Brasil.

Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo UE-Mercosul na próxima segunda-feira, 12, no Paraguai, ponto que pode consolidar um pacto negociado desde 1999.

Quem se opôs e por que

A decisão enfrentou resistência, sobretudo da França e da Irlanda, além de posicionamentos contrários de Hungria e Polônia em determinados momentos. Produtores rurais franceses veem o acordo como uma ameaça diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes.

O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou a posição de Paris antes da votação, escrevendo, “Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”.

Impactos para o Brasil e setores envolvidos

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado estimado em cerca de 451 milhões de consumidores, o que pode beneficiar exportações de agronegócio e setores industriais.

O texto prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns sobre comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, medidas que podem afetar diferentes segmentos da economia brasileira para além do campo.

Próximos passos e previsões

Caso as confirmações por escrito sejam entregues dentro do prazo, a assinatura pela presidente da Comissão Europeia pode ocorrer na segunda, durante encontro no Paraguai, formalizando uma etapa crucial após mais de 25 anos de negociações.

Mesmo com a aprovação provisória, a resistência interna na União Europeia e o debate sobre normas ambientais e sanitárias indicam que a implementação do acordo UE-Mercosul ainda terá desafios políticos e técnicos pela frente.

O acordo cria a expectativa de formar a maior área de livre comércio do mundo, mas seguirá no centro de discussões sobre padrões ambientais, competitividade agrícola e benefícios econômicos por região.

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