Mercado segue atento ao IPCA, ao payroll dos EUA e à decisão da União Europeia sobre o acordo com o Mercosul, cenário que pode influenciar o comportamento do dólar e da bolsa
O dia começa com o foco dos investidores voltado para indicadores domésticos e externos, e para uma possível aceleração de movimentações no câmbio.
Além disso, a votação da União Europeia sobre o acordo com o Mercosul aumenta a incerteza de curto prazo, por causa dos efeitos potenciais no comércio e nos setores agrícola e industrial.
As decisões e números que saem hoje podem mudar a direção do mercado em horas, com impacto direto no dólar, na inflação e no Ibovespa, conforme informação divulgada pelo g1
Cenário doméstico, IPCA e indicadores do câmbio
No front doméstico, o destaque é a divulgação do IPCA pelo IBGE, com expectativa de pressão nos preços e repercussão sobre a trajetória do dólar e da política econômica.
O IBGE publica às 9h o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil. A pesquisa traz os dados de dezembro e o consolidado de 2025. O mercado espera uma alta entre 0,33% e 0,35%, com a inflação anual fechando dentro do teto da meta de 4,5%.
No fechamento anterior, Na véspera, a moeda americana teve um avanço de 0,12%, cotada em R$ 5,3858. Já a bolsa caiu 1,03%, aos 161.975 pontos.
Em termos de acumulados, o relatório do dia traz números que ajudam a entender a tendência: Acumulado da semana: -0,65%;Acumulado do mês: -1,82%;Acumulado do ano: -1,82%. para o dólar, e para o índice local, Acumulado da semana: +1,38%;Acumulado do mês: +1,02%;Acumulado do ano: +1,02%.
Payroll dos EUA, emprego e câmbio
No exterior, o destaque é o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que costuma provocar volatilidade no dólar global.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga os dados do relatório de emprego conhecido como payroll. O documento traz informações sobre a criação líquida de vagas, a taxa de desemprego, o nível de participação na força de trabalho e a evolução do salário médio em dezembro.
Resultados mais fortes que o esperado tendem a reforçar apostas em juros mais altos, valorizando o dólar, enquanto dados fracos podem amenizar a alta da moeda americana e favorecer ativos de risco, incluindo ações brasileiras.
Acordo UE-Mercosul e possíveis efeitos sobre mercado e comércio
Uma notícia política-comercial de grande alcance também entra na conta dos investidores, podendo alterar expectativas sobre exportações e preços relativos.
Os países da União Europeia concordaram em avançar com o acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9), depois de mais de 25 anos de negociações. A decisão ainda precisa ser confirmada oficialmente por escrito, mas já permite que o tratado siga para a etapa de assinatura.
Se a maioria for confirmada, a União Europeia deve assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira (12), no Paraguai. O tratado pode ampliar o acesso a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores, com impacto no agronegócio, na indústria e nas cadeias de importação e exportação, ao mesmo tempo em que enfrenta resistência de setores europeus.
Bolsas globais e leitura final para investidores
Os mercados internacionais mostram sinais mistos, com Wall Street e principais índices europeus reagindo com cautela à aproximação dos dados de emprego dos EUA e às notícias sobre o acordo UE-Mercosul.
No fechamento anterior, o desempenho dos índices foi variado, com o Dow Jones subindo 0,55%, o S&P 500 avançando 0,01% e o Nasdaq Composite caindo 0,44%, enquanto bolsas europeias e asiáticas também oscilaram entre altas e baixas.
Para quem acompanha o dólar e a inflação, a combinação entre o IPCA no Brasil, o payroll nos EUA e o desenrolar da votação sobre o acordo pode determinar a direção dos ativos nas próximas sessões, por isso é importante acompanhar as divulgações em tempo real.