quinta-feira, junho 4, 2026

INPC fecha em 3,9% e reajuste das aposentadorias acima do mínimo ficará abaixo da inflação oficial, entenda o impacto para 2026 e quem perde poder de compra

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Com INPC em 3,90% e IPCA em 4,26%, o reajuste das aposentadorias acima do mínimo não repõe a inflação oficial, veja como isso afeta renda, teto e regras em 2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC, fechou 2025 em 3,90%, abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, que ficou em 4,26% no ano.

Essa diferença significa perda de poder de compra para quem recebe aposentadorias e pensões do INSS pagas acima do salário mínimo, porque o reajuste das aposentadorias para esse grupo é feito com base no INPC.

Os dados e as projeções citadas a seguir são, conforme informação divulgada pelo g1.

Quanto vai subir o teto do INSS e o que muda no bolso dos segurados

Com o INPC em 3,90%, o teto da Previdência Social deve passar de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026, cálculo que ainda depende de portaria publicada no Diário Oficial da União para ter efeito prático.

Para os segurados que recebem benefícios acima do piso, o reajuste das aposentadorias ficará abaixo da inflação medida pelo IPCA, portanto haverá perda de poder de compra ao longo do período, enquanto quem recebe um salário mínimo tem reajuste automático ligado ao piso nacional.

Comportamento dos preços em dezembro e no ano

Em dezembro de 2025, o INPC subiu 0,21%, 0,18 ponto percentual acima de novembro, quando teve 0,03%, e abaixo dos 0,48% registrados em dezembro de 2024. O IPCA, por sua vez, fechou dezembro em 0,33% e o ano em 4,26%.

No acumulado do ano, os preços dos produtos alimentícios avançaram 2,63%, enquanto os não alimentícios subiram 4,32%.

Houve variação regional, Porto Alegre registrou a maior alta em dezembro, com 0,57%, influenciada pela energia elétrica residencial, 3,87%, e pelas carnes, 2,04%. Curitiba teve a menor variação em dezembro, com queda de 0,22%, puxada por recuo da energia elétrica residencial, -3,23%, e das frutas, -4,82%.

No acumulado de 2025, a maior variação regional foi observada em Vitória, 4,82%, impulsionada principalmente pela alta da energia elétrica residencial, 17,65%, e do aluguel residencial, 9,06%.

Regras de aposentadoria que mudam em 2026

As regras de transição da reforma da Previdência, de 2019, continuam valendo e recebem ajustes anuais até 2031. Para 2026, a idade mínima sobe seis meses, para 59 anos e seis meses nas mulheres, e para 64 anos e seis meses nos homens.

O tempo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens, e a regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição, exige 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens em 2026.

O que fazer diante da perda de poder de compra

Para quem terá o reajuste das aposentadorias limitado pelo INPC, é importante revisar orçamento, considerar alternativas de renda e avaliar a manutenção de contribuição à previdência privada, quando houver essa opção.

O novo valor do salário mínimo, que beneficia diretamente quem recebe piso, passou a valer em 1º de janeiro, e é de R$ 1.621, o que garante reposição automática para quem tem benefício no valor do mínimo.

Em resumo, o INPC em 3,90% faz com que o reajuste das aposentadorias acima do mínimo fique abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA, 4,26%, implicando perda real de renda para esse grupo em 2026.

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