Após sinalização de embaixadores da UE, chanceler argentino confirma assinatura no Paraguai, acordo UE-Mercosul avança apesar de resistência de agricultores e necessidade de aval do Parlamento Europeu
O governo argentino informou que o **Acordo UE-Mercosul** será assinado em 17 de janeiro no Paraguai, numa etapa que pode reunir os blocos na maior zona de livre comércio do mundo.
A decisão de avançar com a assinatura veio após uma aprovação provisória, em reunião de embaixadores da União Europeia, e após países do bloco confirmarem votos por escrito, segundo apuração.
As informações sobre a data da assinatura e os detalhes do processo foram divulgadas em comunicado oficial e reportadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.
Datas, quem confirmou e o que foi dito
O chanceler argentino declarou, em comunicado do Ministério das Relações Exteriores, “Depois de mais de 30 anos de negociações, assinaremos em 17 de janeiro, no Paraguai, um acordo histórico e o mais ambicioso entre ambos os blocos”, frase atribuída a Pablo Quirno pela fonte.
Antes da confirmação argentina, embaixadores dos 27 Estados-membros da UE sinalizaram aprovação provisória do texto. O Chipre, então com a presidência rotativa do bloco, afirmou que a adesão foi aprovada por uma “ampla maioria dos Estados-membro”.
Como foi a votação na UE e critérios necessários
Para que o acordo pudesse avançar dentro da União Europeia, era necessário o apoio de pelo menos 15 Estados-membros que, juntos, representassem 65% da população do bloco, conforme detalhado pela reportagem.
A decisão seguiu mesmo com oposição declarada de países como França e Irlanda, que expressaram preocupações, sobretudo sobre impactos no setor agrícola.
Resistência de agricultores e posições de governos
Produtores rurais europeus, especialmente na França, veem o acordo como ameaça por receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e normas ambientais diferentes. O presidente francês afirmou a oposição oficial, escrevendo, “Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”.
Outros Estados, como Irlanda, Hungria e Polônia, também manifestaram reservas. A Itália surgU como peça decisiva, condicionando apoio ao atendimento de demandas do setor agrícola.
Impactos esperados e próximos passos
O texto prevê redução ou eliminação gradual de tarifas, e regras comuns sobre comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e normas regulatórias. Para o Brasil, o acordo amplia o acesso a um mercado estimado em 451 milhões de consumidores, segundo a fonte.
Embora a aprovação pelos Estados-membros abra caminho para a assinatura, o tratado ainda precisa do aval do Parlamento Europeu para entrar em vigor. A reportagem também citou medidas para acalmar setores sensíveis, como a proposta de acelerar a liberação de 45 bilhões de euros destinados aos agricultores, iniciativa vista por lideranças como um passo para ganhar apoio.
O avanço do **Acordo UE-Mercosul** dependerá agora da tramitação final nas instituições europeias e da capacidade dos governos de responder às preocupações do setor agrícola, enquanto governos e empresas celebram as perspectivas comerciais.