Vereador afirma que em reunião por vídeo a agência falou em ‘reposicionamento de imagem’ para Daniel Vorcaro, e ofereceu pagar influenciadores para atacar o Banco Central no Caso Master
Um vereador do PL de Erechim, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal e tem 1,7 milhão de seguidores, disse ter recusado uma proposta milionária para defender o Banco Master e criticar o Banco Central.
Ele publicou um vídeo e afirmou, em mensagem pública, que possui registros das negociações e conversas com a agência responsável pela proposta, e que por isso não aceitou o trabalho.
A denúncia trouxe à tona mensagens trocadas entre o assessor do vereador e um representante da agência, e o caso motivou a abertura de investigação pela Polícia Federal, conforme informação divulgada pelo blog da Andréia Sadi.
O que o vereador declarou
O vereador publicou trecho das conversas e disse, em vídeo, ‘Tenho tudo registrado’, como prova da proposta que recebeu para atuar a favor do Master e contra o Banco Central no Caso Master.
No relato, ele reproduz parte do diálogo com o representante da agência, incluindo a frase, “Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e, nessa reunião, ele [representante da empresa] trouxe que se tratava de um reposicionamento de imagem e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Banco Master”, que aparece nas gravações obtidas pela reportagem.
Negociações, propostas e provas
Segundo a publicação, a agência contactou o assessor do vereador em 20 de dezembro de 2025, informando que fazia ‘gerenciamento de reputação para um grande executivo’, e que estava contratando influenciadores para apoiar o trabalho, conforme mensagens mostradas.
Documentos e mensagens anexados à reportagem mostram oferta de contrato com valores elevados e indicações de perfis digitais a serem acionados para publicar conteúdo crítico ao Banco Central e favorável ao Banco Master.
Outra peça divulgada na cobertura aponta que pelo menos um influenciador declarou ter recebido R$ 7,8 mil por post com críticas ao BC, informação que integra o conjunto de apurações sobre a contratação de perfis digitais no Caso Master.
Repercussão institucional e investigação
Após a denúncia, a Polícia Federal informou que vai abrir um inquérito para apurar se influenciadores foram contratados para gravar conteúdos contra o Banco Central e a favor do Master, e para identificar os responsáveis pelas propostas.
Fontes da reportagem registram que o vereador afirmou recusar a oferta, manter as provas e colaborar com as investigações se for solicitado, e que sua decisão foi pública para afastar qualquer suspeita sobre sua atuação política.
O Caso Master segue em atualização, com desdobramentos previstos conforme a investigação da Polícia Federal, e com atenção ao papel de agências, influenciadores e executivos citados nas mensagens e gravações divulgadas pela imprensa.