Acordo Mercosul-União Europeia, aprovado provisoriamente pela UE, reúne cerca de 720 milhões de pessoas e mais de US$ 22 trilhões de PIB, promete reduzir tarifas e atrair investimentos
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, comemorou a aprovação provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, destacando ganhos para exportadores e para a economia brasileira.
Alckmin afirmou dados sobre o perfil dos exportadores brasileiros e ressaltou que o tratado deve trazer mais investimentos europeus para a região, além de regras comerciais e compromissos ambientais.
O anúncio da confirmação do voto dos países da UE foi divulgado pela presidência rotativa do bloco, o Chipre, na sexta-feira, no processo que consolida o pacto entre os dois blocos.
conforme informação divulgada pelo g1.
Quantos exportadores brasileiros são afetados
Segundo o governo brasileiro, 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da União Europeia, cerca de 9 mil empresas, número citado pelo vice-presidente Alckmin ao celebrar a aprovação provisória do acordo.
Para muitos desses empresários, a expectativa é de redução de tarifas e menos barreiras, o que pode tornar produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu e abrir novas cadeias de fornecimento.
O que prevê o acordo e impactos setoriais
De forma geral, o acordo Mercosul-União Europeia prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores, e os efeitos vão além do agronegócio, alcançando diversos segmentos da indústria nacional.
Posição de autoridades e compromissos
Ao comentar o pacto, Alckmin disse, na íntegra, “Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade”, disse Alckmin.
Essa declaração reforça a narrativa do governo sobre os benefícios econômicos e ambientais do acordo, e indica a intenção de atrair capital europeu para o Mercosul.
Contexto político e números do acordo
Mais cedo, os países da União Europeia confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, que foi definido pela presidência do Chipre como apoiado por uma ampla maioria dos estados-membros, dentro do prazo estabelecido para confirmação por escrito.
O documento do governo destaca que o Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto, PIB de mais de US$ 22 trilhões de dólares, caracterizando-o como o maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores firmados pela União Europeia.
Especialistas e setores econômicos acompanharão as próximas etapas, incluindo a assinatura prevista e a implementação das medidas tarifárias e regulatórias, para avaliar os efeitos práticos sobre exportações, importações e investimentos.