quinta-feira, junho 4, 2026

Acordo UE-Mercosul pode ser assinado nos próximos dias no Paraguai e beneficiar 9 mil exportadores brasileiros, diz Alckmin, entenda cronograma e impactos até 2026

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Vice-presidente Geraldo Alckmin afirma que 30% dos exportadores brasileiros vendem para a UE, cerca de 9 mil empresas, e projeta assinatura do acordo UE-Mercosul em breve

O vice-presidente Geraldo Alckmin comemorou a sinalização favorável dos países da União Europeia para o acordo entre o Mercosul e a UE, e disse que a assinatura deve ocorrer nos próximos dias no Paraguai.

Alckmin destacou o alcance do tratado e os benefícios esperados para o comércio, a atração de investimentos e compromissos ambientais, ao mesmo tempo em que reconheceu oposição de alguns integrantes do bloco europeu.

A informação foi divulgada em declarações do vice-presidente e confirmada pelas autoridades europeias nesta sexta-feira, conforme informação divulgada pelo g1

O que disse Alckmin

Alckmin afirmou que 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da União Europeia, cerca de 9 mil empresas, e apresentou o acordo como um instrumento para fortalecer laços comerciais e multilaterais.

Em suas declarações, ele afirmou textualmente, “Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade”.

Escala do acordo e setores impactados

O governo brasileiro apresenta o tratado como o maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores firmados pela União Europeia. Juntos, os blocos reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões.

Para o Brasil, o acordo amplia o acesso a um mercado de aproximadamente 451 milhões de consumidores, e, segundo autoridades, os efeitos vão além do agronegócio, alcançando diversos segmentos industriais e promovendo redução gradual de tarifas e regras comuns sobre comércio, investimentos e padrões regulatórios.

Cronograma e tramitação

Segundo Alckmin, a expectativa é que o tratado seja assinado em poucos dias no Paraguai e comece a valer em 2026. Ele explicou o processo de internalização, dizendo, “Tem que aprovar lei no Congresso brasileiro. Há a necessidade de internalizar. Primeiro, assina. Depois de assinado, a Europa internaliza pelo parlamento europeu. No Mercosul, cada país faz sua lei. Nossa expectativa é fazer nesse semestre”.

Após a assinatura, cada país do Mercosul deverá aprovar sua legislação interna para ratificar o acordo, e o Parlamento Europeu também fará a sua internalização no bloco.

Divergências e reações

Apesar do aval formal dos países da UE, o acordo enfrenta resistência de setores europeus, especialmente de produtores agrícolas na França, e Alckmin reconheceu que “é difícil ter a unanimidade” entre todos os países.

Autoridades também mencionaram que o acordo pode influenciar negociações comerciais com outros parceiros, e que a confirmação do aval europeu foi divulgada pelo Chipre, que detém a presidência rotativa do bloco.

Com a aprovação, governos e empresas deverão acompanhar a tramitação legislativa, e exportadores brasileiros, incluindo as cerca de 9 mil empresas mencionadas por Alckmin, já projetam adaptações para aproveitar as mudanças nas tarifas e nas regras comerciais.

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