Relatos apontam ligação entre propostas a digitais e suposto ‘Projeto DV’, com contratos de três meses, multa de R$ 800 mil e ofertas de cachê, e a PF vai investigar possíveis ações coordenadas
O advogado de Daniel Vorcaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal que ele não teve participação nos ataques virtuais dirigidos ao Banco Central, e que o caso precisa ser investigado para demonstrar a ausência de vínculo.
Relatos publicados nas redes e por influenciadores indicam propostas comerciais para publicar críticas ao BC, com contratos de três meses e calendário mensal de posts, segundo depoimentos que vieram à tona.
As informações sobre as ofertas, cláusulas e valores foram divulgadas na imprensa e geraram pedido de apuração das circunstâncias que levaram à onda de críticas contra a autoridade monetária, conforme informação divulgada pelo g1.
O que Vorcaro disse ao STF
Segundo a defesa, Vorcaro negou qualquer envolvimento direto nos ataques ao Banco Central, e pediu que sejam investigados os influenciadores digitais que teriam veiculado as críticas.
O pedido ao STF tem o objetivo de esclarecer se houve coordenação externa para a difusão das mensagens nas redes após a liquidação do Banco Master, medida determinada pelo Banco Central.
Relatos sobre contratos e alegações de influenciadores
Vereador Rony Gabriel relatou ter recebido um contrato preliminar para participar de campanha contra o BC, e afirmou ter ouvido durante as negociações que o contratante seria Daniel Vorcaro.
O contrato mencionava um “Projeto DV”, previa cláusula de confidencialidade por cinco anos e estabelecia multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo, e o vereador disse que o cachê oferecido era “de milhões, no plural“.
Outros influenciadores relataram propostas semelhantes, com contratos de três meses e oito postagens mensais, e um relato adicional apontou cachê inicial de R$ 7,8 mil por post, segundo publicações sobre o caso.
PF, Federação dos Bancos e impactos da liquidação
A Federação Brasileira de Bancos identificou uma enxurrada de mensagens críticas ao Banco Central no período, o que motivou a Polícia Federal a abrir apuração para verificar se houve ação coordenada.
O episódio ocorre no contexto da liquidação do Banco Master, determinada pelo BC, e levantou questionamentos sobre impacto financeiro, com reportagem que indica que o Banco Master pode ter gerado prejuízo superior a R$ 4 bilhões ao BRB.
Autoridades e investigados seguem atuando para esclarecer a origem das campanhas nas redes, enquanto Vorcaro insiste na necessidade de investigação dos influenciadores para provar que não participou dos ataques, de acordo com as informações divulgadas pelo g1.