quinta-feira, junho 4, 2026

Trump anuncia que petróleo venezuelano será negociado pelos EUA, oferta à China e plano para refinar e vender até 50 milhões de barris

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EUA dizem que empresas interessadas no petróleo venezuelano terão de negociar com os Estados Unidos, receitas irão para contas controladas pelos EUA, e vendas começam ‘imediatamente’

O presidente Donald Trump afirmou que o petróleo venezuelano será negociado diretamente pelos Estados Unidos, e que empresas de qualquer país, inclusive a China, poderão comprar, nos EUA, quanto quiserem.

Segundo o relato, o anúncio foi feito durante uma reunião com altos funcionários do governo e executivos de grandes petroleiras, em que Trump também falou sobre refino e vendas do petróleo retido na Venezuela.

A declaração e os detalhes das operações comerciais e financeiras foram divulgados à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.

O anúncio de Trump e a oferta à China

Durante o encontro, Trump disse, em palavras citadas pelo g1, “A China pode comprar todo o petróleo que quiser dos EUA, nos Estados Unidos ou na Venezuela”.

O pronunciamento reforça a intenção de atrair compradores que antes se voltavam para Caracas, e ocorre em contexto no qual a China se tornou o principal comprador do petróleo venezuelano.

De acordo com a matéria, após as sanções aplicadas pelos EUA em 2019, a participação da China subiu para 68% das exportações venezuelanas nos últimos anos, dado usado para justificar a oferta americana.

Como serão as vendas e o controle dos recursos

O Departamento de Energia dos EUA informou que as vendas do petróleo venezuelano já começaram e que toda a receita será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente.

Segundo o departamento, “Contamos com o apoio financeiro das principais empresas de comercialização de commodities e bancos importantes do mundo para viabilizar e concretizar essas vendas de petróleo bruto e derivados”, informou o departamento.

O órgão acrescentou que “os recursos serão depositados em contras controladas pelos EUA para “garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos”, que serão feitos “em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA””.

Trump também afirmou aos executivos que os EUA irão refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela, sob um acordo citado pelo g1, e que as vendas começam “imediatamente” e terão duração indeterminada.

Termos do acordo e promessas de compras

O presidente disse ainda que a Venezuela concordou em destinar a receita da venda para comprar exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos, incluindo bens agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que as compras incluirão itens para melhorar a rede elétrica e instalações de energia da Venezuela, e que o país se comprometeria a fazer dos EUA seu principal parceiro comercial, segundo trecho citado pelo g1.

O texto do Departamento de Energia também informa que o esquema contou com apoio de grandes traders e bancos para concretizar as operações, com a justificativa de proteger a integridade dos recursos.

Reações e contexto político

Na mesma semana, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que o país está aberto a relações energéticas que beneficiem todas as partes, conforme cobertura do g1.

A reportagem também cita que a estatal PDVSA mencionou avanço nas negociações com os EUA, e que as partes discutem termos semelhantes aos praticados com parceiros estrangeiros, como a Chevron.

O anúncio ocorre após, segundo a matéria, ações recentes envolvendo forças americanas em território venezuelano, e declarações de Trump sobre um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para os EUA.

Especialistas consultados pela imprensa ressaltam que a iniciativa muda a dinâmica comercial do petróleo venezuelano, ao deslocar volumes antes destinados a outros compradores, e que resta observar a reação de países como a China e de atores dentro da própria Venezuela.

Os detalhes operacionais e o monitoramento das contas controladas pelos EUA foram destacados como pontos centrais para a viabilização das vendas, e o tema deve repercutir nos próximos dias, segundo a cobertura citada.

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