quinta-feira, junho 4, 2026

Açaí reconhecido como fruta brasileira por lei, lei nº 15.330 de 2026 combate biopirataria e impede patentes, protegendo comunidades e cadeias produtivas

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Nova norma classifica o açaí como fruta nacional, medida busca frear registros indevidos, preservar usos tradicionais e fortalecer controle sobre recursos da Amazônia

A aprovação da lei transforma o açaí em um símbolo legal de proteção, com impacto direto sobre exportação, indústria e comunidades extrativistas.

A expectativa do governo e de especialistas é que a norma dificulte tentativas de registro privativo e reduza riscos de biopirataria sobre o fruto.

A medida também reforça o reconhecimento dos múltiplos usos do açaí na alimentação, na cosmética e na economia local.

conforme informação divulgada pelo g1

O que diz a nova lei e o alcance da mudança

A lei nº 15.330 de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 8 de janeiro de 2026, inclui o açaí entre as frutas oficialmente reconhecidas como nacionais. A mudança altera dispositivo da Lei 11.675, de 2008, que já reconhecia o cupuaçu como fruta nacional, e reforça mecanismos para coibir registros indevidos do patrimônio biológico brasileiro.

Por que a norma é considerada defesa contra biopirataria

A principal expectativa é que o reconhecimento legal do açaí torne mais difíceis pedidos de patentes e registros por empresas estrangeiras, e amplie a atuação do Estado na proteção do patrimônio genético e dos conhecimentos tradicionais ligados à espécie.

Um dos episódios que ilustra o problema foi destacado pela reportagem, com o relato direto do passado, “Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em 2003, quando uma empresa japonesa chegou a patentear o fruto. O registro foi cancelado em 2007, após atuação do governo brasileiro.”

Usos do açaí e importância para a região amazônica

O açaí é típico da região amazônica, fruto do açaizeiro, e tem usos variados, da polpa no consumo humano, à indústria de cosméticos. As sementes são usadas em artesanato e como fonte de energia, substituindo madeira, o caule fornece palmito, e as raízes têm uso tradicional como vermífugo.

Trâmite legislativo e próximos passos

A norma teve origem no PLS 2/2011, do ex-senador Flexa Ribeiro, aprovada pelo Senado em 2011 e pela Câmara no fim de 2025, tramitando como PL 2.787/2011. A promulgação agora dá instrumentos legais para monitorar e evitar registros externos sobre o recurso.

Especialistas e órgãos públicos devem agora atuar para operacionalizar a proteção, articulando registro, fiscalização e o apoio às comunidades que dependem do açaí para sua renda e cultura.

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