quinta-feira, junho 4, 2026

Petróleo sobe mais de US$ 1 por barril com risco de corte nas exportações do Irã, alta no Brent e WTI e pressão por fatores geopolíticos

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A perspectiva de interrupções nas vendas do Irã pressiona o mercado de petróleo, Brent fechou a US$ 65,47 e WTI a US$ 61,15, entre protestos, sanções e ataques a navios

Os preços do petróleo subiram acima de US$ 1 por barril nesta terça-feira, com o mercado reagindo a sinais de restrição na oferta global.

A alta ocorreu mesmo diante de expectativas sobre uma possível ampliação de oferta pela Venezuela, e em meio a tensões que mexem com operadores e investidores.

Esses movimentos e dados de preço foram reportados em cobertura jornalística, conforme informação divulgada pelo g1.

Contexto e gatilhos das altas

O aumento veio principalmente pela perspectiva de interrupções nas exportações do Irã, que enfrenta grandes protestos internos, além da possibilidade de sanções e ameaças externas. A situação política iraniana, e declarações de líderes internacionais, colocaram o tema da oferta em destaque.

Além disso, houve relatos de que quatro petroleiros gerenciados pela Grécia foram atingidos por drones no Mar Negro, enquanto seguiam para o terminal do Caspian Pipeline Consortium na costa russa, segundo fontes citadas pela reportagem.

Preços e variação no mercado

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 1,60, alta de 2,5%, fechando a US$ 65,47 por barril. O petróleo West Texas Intermediate, dos Estados Unidos, avançou US$ 1,65, aumento de 2,8%, e fechou a US$ 61,15 por barril.

Houve também um movimento breve de alta superior a 3%, levando os preços a uma máxima de três meses em reação a declarações recentes de líderes políticos.

Riscos geopolíticos e declarações relevantes

Para analistas, os fatos políticos atuam como motor da alta. John Evans, analista da PVM Oil Associates, afirmou, “O mercado de petróleo está criando alguma proteção de preço contra fatores geopolíticos”, citando a influência de tensões no Irã, problemas na Venezuela, negociações sobre a guerra na Ucrânia, e até o interesse dos Estados Unidos na Groenlândia.

Bob Yawger, da Mizuho Securities em Nova York, destacou um cenário extremo, “Não acho que a China, por exemplo, vá se afastar dos barris iranianos, mas se o fizesse, e se todos o fizessem, isso reduziria os suprimentos globais em 3,3 milhões de barris por dia que atualmente são fornecidos ao mercado pelo Irã”.

Também cabe lembrar a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou que “qualquer país que fizer negócios com o Irã estará sujeito a uma tarifa de 25% sobre qualquer negócio realizado com os Estados Unidos” e indicou ações e restrições até que a violência no Irã diminua.

O que muda para o abastecimento e para os consumidores

Se parte significativa do petróleo iraniano for retirada do mercado, analistas esperam pressão sobre os suprimentos e volatilidade nos preços, mesmo que outras fontes, como a Venezuela, tentem compensar parte do volume.

Para consumidores e governos, isso pode significar preços mais altos no curto prazo e necessidade de monitoramento das rotas de transporte, diante de relatos de ataques a embarcações.

O cenário segue sujeito a novas declarações políticas e dados de produção, e o mercado permanecerá atento a qualquer sinal de redução efetiva na oferta global, conforme cobertura do g1.

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