Nelson Tanure aparece na segunda fase da operação da Polícia Federal no caso Master, alvo de buscas, apreensões e bloqueio de bens estimado em R$ 5,7 bilhões
Nelson Tanure é um empresário conhecido por comprar e reestruturar companhias em dificuldade, e voltou a ficar no centro das atenções nesta operação que apura fraudes ligadas ao Banco Master.
A ação da Polícia Federal incluiu buscas em endereços de sócios e familiares do dono do banco, e apontou como alvos, além de Tanure, o proprietário Daniel Vorcaro e o investidor João Carlos Mansur.
A investigação chegou à segunda fase nesta quarta-feira, dia 14, com apreensões e bloqueios de bens, e reacende o debate sobre governança em empresas com dívidas e reestruturações complexas.
conforme informação divulgada pelo g1
Trajetória e áreas de atuação
Nascido em Salvador, em 1951, Tanure é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia, e começou a carreira na imobiliária do pai, antes de focar em participações em empresas com dificuldades financeiras.
Ao longo das décadas, comprou e reestruturou negócios em diversos setores, como energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia, com estratégias voltadas para recuperação de ativos depreciados.
Empresas e negócios mais conhecidos
Entre os primeiros movimentos de destaque esteve a participação na Sequip e o controle de estaleiros falimentares como a Emaq, que foi reestruturada e vendida posteriormente.
Nos anos 2000, assumiu a gestão de jornais tradicionais, incluindo o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil, em momento de crise do setor, e atuou em empresas que deram origem à PetroRio, hoje PRIO.
Também teve participação na formação da Ligga Telecom, a partir de ativos como Copel Telecom e Sercomtel, e ampliou presença na saúde ao controlar a Alliança Saúde, além de investimentos na Light e em infraestrutura.
Disputas societárias e controvérsias
O perfil de Tanure costuma gerar polêmica, pois sua estratégia depende do uso intenso de crédito e de reestruturações profundas, o que resulta em ganhos expressivos, mas também em disputas entre sócios e processos judiciais.
Embora seja discreto, aparece frequentemente no noticiário econômico por causa de litígios, recuperações judiciais e questionamentos sobre governança, pontos que voltam ao debate com as recentes ações da PF.
A operação, apreensões e bloqueios
A segunda fase da operação que mira o Banco Master incluiu buscas em residências e empresas ligadas a envolvidos, com apreensões sensíveis em um dos endereços, onde agentes apreenderam fuzil e granadas.
Na ação, conforme a cobertura, houve bloqueio de bens, e uma das reportagens registra que R$ 5,7 bilhões em bens foram bloqueados na operação, medida que reforça a dimensão financeira da investigação e suas consequências para os investigados.
O caso ainda está em desenvolvimento, e pode resultar em desdobramentos sobre responsabilidade societária, responsabilidades individuais e efeitos nas empresas controladas por Tanure e pelos outros alvos da operação.