quinta-feira, junho 4, 2026

Nelson Tanure, empresário alvo da PF na operação contra o Banco Master, quem é, trajetória de reestruturações, disputas societárias e bloqueio de R$ 5,7 bilhões

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Continuação, principais negócios, controvérsias e o alcance das medidas da PF no inquérito que envolve o Banco Master e pessoas ligadas à instituição

Nelson Tanure aparece entre os alvos da segunda fase de uma operação da Polícia Federal que mira supostas fraudes no Banco Master.

O caso levou a buscas em endereços de sócios e familiares do dono do banco, e a investigação atingiu também investidores e ex-executivos ligados a instituições financeiras.

O episódio reacende debate sobre práticas societárias, uso de crédito e governança em empresas reestruturadas por investidores, e sobre o papel de gestores em processos complexos de recuperação.

conforme informação divulgada pelo g1

Trajetória e formação

Nascido em Salvador, em 1951, Tanure construiu carreira como acionista e investidor voltado a empresas em dificuldades.

Ele é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), e começou a trabalhar cedo no negócio imobiliário do pai, antes de migrar para aquisições e reestruturações.

Principais investimentos e setores de atuação

Ao longo das décadas, Tanure comprou participações em companhias de energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia.

Entre os negócios citados estão aporte em empresas como a Sequip, o controle de estaleiros como a Emaq, a gestão de jornais tradicionais, e participação em empresas que deram origem à PetroRio, hoje PRIO.

No setor de telecomunicações, ele participou da criação da Ligga Telecom, a partir de ativos como a Copel Telecom e a Sercomtel, e ampliou presença em saúde com a Alliança Saúde.

Disputas societárias e metodologia de recuperação

Nelson Tanure é visto como um investidor de perfil polêmico, frequentemente envolvido em disputas entre sócios e em processos de recuperação judicial.

Sua estratégia faz uso intenso de crédito e reestruturação profunda das empresas adquiridas, o que rende ganhos relevantes, mas também controvérsias sobre governança e conflitos com antigos controladores.

Operação da Polícia Federal e medidas tomadas

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase de uma operação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, com buscas em endereços ligados ao dono do banco, a familiares e a outros alvos.

Entre os investigados estão o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, segundo a apuração.

Relatos da ação informam que R$ 5,7 bilhões em bens foram bloqueados na operação, e que, em um dos endereços, agentes apreenderam fuzil e granadas.

O desdobramento do caso promete novas ações judiciais e questionamentos sobre operações financeiras envolvendo investidores, bancos e estruturas societárias complexas, e seguirá acompanhado pelas autoridades competentes e pelo mercado.

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