Dólar reage a sinais do Fed, divulgação do Livro Bege e nova fase da operação da Polícia Federal que mira o Banco Master, com buscas e bloqueios
O dólar iniciou a sessão com os investidores de olho em dados econômicos dos Estados Unidos e em desdobramentos de uma operação da Polícia Federal no Brasil.
No exterior, vendas no varejo e o índice de preços ao produtor, além do Livro Bege do Fed, concentravam a atenção, enquanto internamente a investigação contra o Banco Master movimentava o noticiário.
As informações citadas a seguir foram divulgadas pelo g1, e trazem números e nomes que ajudam a entender a dinâmica do câmbio e da bolsa no dia, conforme informação divulgada pelo g1.
Cenário externo, dados e expectativa pelo Fed
Os mercados monitoravam dados dos EUA que podem influenciar a política monetária do Federal Reserve. Saem na sessão as vendas no varejo e o índice de preços ao produtor, PPI, com projeção de alta de 2,70% em 12 meses, segundo economistas consultados pela Reuters.
Mais tarde, o Fed divulga o Livro Bege, com avaliações dos 12 distritos sobre a atividade econômica, um texto acompanhado de perto pelos investidores por dar sinais sobre ritmo de juros.
O índice de preços ao consumidor, CPI, já mostrou avanço de 0,3% no mês, e em 12 meses até dezembro a alta foi de 2,7%, repetindo a variação registrada em novembro, segundo dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA.
Operação da Polícia Federal e alvos ligados ao Banco Master
No Brasil, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase de uma investigação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Houve buscas em endereços ligados ao controlador Daniel Vorcaro e a familiares, conforme divulgado pelo g1.
A operação também apontou como alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, e, em um dos endereços, agentes apreenderam fuzil e granadas.
Foi informado que R$ 5,7 bilhões em bens foram bloqueados na operação, informação que sustenta a percepção de risco para ativos locais e pode pressionar o dólar em momentos de maior aversão.
Reação dos mercados e números que chamam atenção
Na véspera, segundo o g1, “a moeda americana avançou 0,06%, cotada a R$ 5,3753. Já a bolsa teve uma queda de 0,72%, aos 161.973 pontos.”
Os dados de acumulados mostram o movimento recente, com o dólar em: “Acumulado da semana: +0,19%;Acumulado do mês: -2,07%;Acumulado do ano: -2,07%.”
Para o Ibovespa, o g1 registrou: “Acumulado da semana: -0,84%;Acumulado do mês: +0,54%;Acumulado do ano: +0,54%.” Esses números refletem a combinação entre fatores externos e ruídos domésticos, como a investigação contra o Banco Master.
O que acompanhar no resto do dia
Além do Livro Bege, os investidores monitoram possível decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas impostas por Donald Trump e tensões entre a Casa Branca e o Fed, tema que já motivou nota conjunta de apoio a Jerome Powell, citando “Estamos em total solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e seu chair, Jerome H. Powell”.
Nos mercados, investidores também observavam indicadores imobiliários americanos, com as vendas de casas novas recuando 0,1% em outubro, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 737 mil unidades, segundo o Departamento de Comércio dos EUA.
Hora a hora, o impacto no câmbio dependerá da combinação entre os dados econômicos dos EUA, decisões judiciais e desdobramentos da investigação da Polícia Federal, fatores que podem aumentar a volatilidade do dólar e das ações brasileiras.