quinta-feira, junho 4, 2026

João Carlos Mansur, fundador da Reag, investigado na Operação Compliance Zero por suposto esquema no Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro e alvo de bloqueio de R$ 5,7 bilhões

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Operação da Polícia Federal cumpriu 42 mandados, apreendeu bens como carros e relógios, e bloqueou R$ 5,7 bilhões em investigação sobre o Banco Master, com Mansur entre os alvos

João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, aparece como investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.

Na ação deflagrada pela Polícia Federal, também são alvos o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure, e foram cumpridos mandados em diferentes estados, com apreensões e bloqueios de bens.

O histórico de Mansur inclui a fundação da Reag em 2012 e décadas no mercado financeiro, em cargos de controle e auditoria, antes de sua saída em setembro do ano passado, conforme informação divulgada pelo g1

Perfil e trajetória de João Carlos Mansur

João Carlos Mansur é bacharel em ciências contábeis, afirma ter 35 anos de experiência no mercado financeiro e ter estruturado mais de 200 fundos, incluindo FII, FIP e FIDC.

Ele foi executivo em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e participou da criação do estádio Allianz Parque. Também trabalhou na Trump Realty Brazil entre 2003 e 2006, em uma joint venture que não se concretizou em empreendimentos.

O que a investigação apura

A segunda fase da Operação Compliance Zero investiga, segundo a apuração, a existência de captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus familiares.

Em uma das medidas, o celular do proprietário do Banco Master foi apreendido, e a PF aponta movimentações que teriam envolvido fintechs, fundos de investimento e outras empresas do setor financeiro.

Medidas da PF e valores bloqueados

A decisão expedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos carros, relógios de luxo e outros itens de valor. Ainda foram encontrados R$ 97,3 mil em dinheiro vivo, contabilizados até a última atualização da reportagem.

Os mandados foram cumpridos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Contexto e possíveis impactos

Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado, após a empresa ter sido algo de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo registros anteriores das investigações.

Se confirmadas as irregularidades sob apuração, as medidas podem resultar em ações civis e penais, além de novas quebras de sigilo e bloqueios, e afetar estruturas de fundos e operações em que Mansur e empresas vinculadas atuaram.

As investigações seguem em andamento, com a PF aprofundando a análise de documentos, movimentações financeiras e bens apreendidos, em busca de evidências sobre supostos desvios ligados ao Banco Master.

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