Liquidação extrajudicial da Reag Investimentos foi decretada pelo Banco Central, que informou ter nomeado liquidante independente e cita relação com a Operação Compliance Zero
O Banco Central decretou a liquidação da corretora que atuava como distribuidora de títulos, com sede em São Paulo, e determinou a transferência do processo para um liquidante independente.
A mudança ocorre após desdobramentos da Operação Compliance Zero, que também investiga irregularidades envolvendo o Banco Master, e inclui mandados de busca contra o fundador da corretora, João Carlos Mansur.
As informações iniciais são públicas e foram divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.
O que motivou a decisão do BC
Segundo apuração, a decisão do Banco Central seguiu questionamentos sobre a atuação da empresa no mercado e ligações com a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro.
A firma, que passou a constar como CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, teve seu fundador alvo de mandados de busca e apreensão, em meio às investigações que ganharam destaque por envolverem também o caso do Banco Master.
Medidas adotadas e papel do liquidante
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que já nomeou um liquidante independente para conduzir o procedimento de liquidação extrajudicial.
O liquidante terá a responsabilidade de apurar ativos e passivos, proteger clientes quando possível e executar a liquidação conforme normas do BC, etapas que podem incluir análise de contratos, créditos e eventual recuperação de recursos.
Relação com o escândalo do Banco Master
O episódio da Reag surge enquanto o caso do Banco Master é investigado por suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília, operação no valor de R$ 12,2 bilhões.
Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país, declaração que reforça a gravidade das apurações em curso.
Impacto para clientes e mercado
Clientes e investidores da corretora devem acompanhar as comunicações oficiais do liquidante e do Banco Central, pois procedimentos de liquidação podem afetar resgates e a disponibilidade de ativos.
O g1 procurou a Reag Investimentos, sem retorno até o momento, e as autoridades seguem com as investigações, que podem resultar em novas medidas administrativas ou judiciais.