quinta-feira, junho 4, 2026

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, nomeia liquidante independente e investigações da Operação Compliance Zero atingem fundador João Carlos Mansur

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Presidente do BC informou que já nomeou um liquidante independente para conduzir o processo, após fase da Operação Compliance Zero que inclui mandados contra o fundador da Reag, conforme g1

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição que atuava como distribuidora de valores, uma medida administrativa que visa proteger clientes e regularizar ativos e passivos.

A firma passou a figurar com a razão social CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo, segundo as informações oficiais.

O procedimento ocorre no mesmo momento em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, com diligências relacionadas a suspeitas de fraudes financeiras, conforme informação divulgada pelo g1.

Decisão do Banco Central e nomeação de liquidante

De acordo com a informação divulgada, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, medida que transfere a responsabilidade pela administração da massa falida a um liquidante.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, informou que já nomeou um liquidante independente para cuidar do procedimento, ação que busca preservar os direitos dos investidores e permitir a apuração dos ativos e passivos.

Ligação com a Operação Compliance Zero e ações da PF

A Reag esteve no centro da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira, 14, a mesma investigação que envolve o Banco Master.

O fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão, conforme relatado pela reportagem.

Contexto ampliado, relação com o caso Banco Master e apreensões

O caso do Banco Master ganhou repercussão nacional depois que, em novembro, o Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial do banco.

A medida seguiu suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília, no valor de R$ 12,2 bilhões, informação citada nos autos.

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país, declaração que sintetiza a gravidade das investigações.

Em diligências ligadas ao caso, a Polícia Federal apreendeu carros, relógios de luxo e outros bens de alto valor em endereços de suspeitos, e, por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foram autorizados 42 mandados de busca e apreensão, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que, segundo a PF, ultrapassam R$ 5,7 bilhões.

Durante as ações, os agentes também encontraram dinheiro em espécie, e, até a última atualização, haviam sido apreendidos R$ 97,3 mil em numerário.

As ações ocorreram em São Paulo, inclusive em endereços na Avenida Faria Lima, e em endereços nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Impactos para clientes e próximos passos

Com a liquidação extrajudicial, o liquidante terá a responsabilidade de mapear credores, ativos e passivos da antiga Reag Investimentos, procedimento que pode resultar em pagamentos parciais ou negociações para ressarcimento.

Autoridades fazem perícias e cruzamentos de dados para identificar eventuais irregularidades e bens vinculados às suspeitas, enquanto clientes aguardam orientações oficiais sobre proteção de investimentos.

A reportagem entrou em contato com a Reag Investimentos, sem obter retorno até o momento, e a apuração segue em atualização conforme novas informações forem divulgadas.

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