quinta-feira, junho 4, 2026

Alckmin avalia que sanção dos EUA ao Irã não deve afetar mercado brasileiro, diz relação comercial é pequena e supertarifação seria difícil de aplicar

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Alckmin afirma que a possível sanção dos EUA ao Irã teria impacto limitado para o Brasil, por causa do baixo volume comercial e da dificuldade de aplicar sobretaxa global

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse que uma eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar de forma significativa o mercado brasileiro.

Ele ressaltou que, embora o Irã seja um país com grande população e tenha relações comerciais com muitos países, a participação do Brasil nas trocas com aquele mercado é pequena.

conforme informação divulgada pelo g1

Declarações do vice-presidente

Na entrevista, Alckmin afirmou, na íntegra, “Estados Unidos colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. A maioria dos países têm algum tipo de exportação [com o país], a nossa relação comercial com o Irã é pequena. Não vejo relação, e acho que a questão da supertarifação é difícil de ser aplicada, teria que aplicar em mais de 70 países do mundo”, disse.

Dados sobre comércio

Nas exportações, o Irã ocupou a 11ª posição entre os países para os quais o agro brasileiro mais vendeu em 2025, conforme o Agrostat, banco de dados do Ministério da Agricultura.

O que prevê a medida dos EUA

Na última segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai impor uma punição a países que fizerem negócios com o Irã, cobrando uma sobretaxa desses países quando os mesmos fizerem transações com o mercado americano.

Perspectiva e conclusão

Alckmin avaliou que a imposição de uma supertarifação em escala global seria complexa, porque atingiria dezenas de parceiros comerciais, e, por isso, não acredita em impacto relevante para o Brasil no curto prazo.

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