quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar abre em alta com operação da PF e liquidação da Reag, cenário externo com dados dos EUA e Agibank em oferta, enquanto Ibovespa atinge nova máxima histórica

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Mercado observa pressão sobre o dólar por investigação no sistema financeiro, liquidação da Reag e divulgação de indicadores dos EUA, com foco em vendas no varejo e pedidos de auxílio-desemprego

O início do pregão desta quinta-feira traz atenção redobrada para o mercado cambial e para a bolsa, que já mostra reações aos fatos domésticos e externos.

Internamente, operações da Polícia Federal e medidas do Banco Central contra instituições financeiras colocam o ambiente de risco em evidência.

No exterior, investidores acompanham dados econômicos dos Estados Unidos que podem influenciar expectativas sobre juros e fluxo para ativos brasileiros, conforme informação divulgada pelo g1.

Cenário doméstico, investigação e impacto no câmbio

Entre os fatores locais que pesam nas cotações, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo, em desdobramento da segunda fase da operação Compliance Zero.

Na ação, o fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão, em medida que ampliou a atenção do mercado sobre riscos no sistema financeiro.

No fechamento do dia anterior, o dólar avançou 0,49%, cotado a R$ 5,4016, e o Ibovespa, por sua vez, disparou 1,96%, aos 165.146 pontos, uma nova máxima histórica, sinais de maior volatilidade entre ativos locais.

Nos indicadores de curto prazo, os dados de acompanhamento do mercado mostram, para o câmbio, os seguintes saldos, Acumulado da semana: +0,68%;Acumulado do mês: -1,59%;Acumulado do ano: -1,59%, enquanto a bolsa registra Acumulado da semana: +1,09%;Acumulado do mês: +2,50%;Acumulado do ano: +2,50%.

Dados dos EUA no radar, consumo e preços ao produtor

Do lado externo, investidores monitoram pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA, com expectativa de alta para 215 mil solicitações, após 208 mil na semana anterior, potencialmente sinalizando mudança no mercado de trabalho.

Também na agenda, as vendas do varejo americano subiram 0,6% em novembro, depois de uma revisão que mostrou queda de 0,1% em outubro, superando projeções de alta de 0,4% feitas por economistas, segundo dados citados pelo g1.

O índice de preços ao produtor dos EUA avançou 0,2% em novembro, após alta de 0,1% em outubro, e, na comparação anual, acumulou alta de 3,0% até novembro, acima dos 2,8% registrados em outubro, o que mantém atenção sobre pressões inflacionárias na cadeia produtiva.

Esses números são acompanhados como potenciais indicativos para a inflação ao consumidor e para as decisões do Federal Reserve, mesmo que o mercado espere manutenção das taxas na próxima reunião.

Livro Bege do Fed e expectativa sobre juros

O Livro Bege divulgado pelo Federal Reserve apontou leve melhora da atividade na maior parte dos distritos, com emprego praticamente inalterado, e afirmou, em trecho, que “As perspectivas para a atividade futura foram ligeiramente otimistas, com a maioria esperando um crescimento leve a modesto nos próximos meses“.

O documento também registrou que os preços cresceram a uma “taxa moderada” na maioria das regiões, com dois distritos relatando apenas um “leve” crescimento de preços, observações que ajudam a ancorar expectativas sobre política monetária.

Bolsas globais e movimentos setoriais

Na quarta-feira, os principais índices de Wall Street fecharam em queda, com tecnologia em destaque negativo e saída para ativos mais defensivos, enquanto o Nasdaq caiu 0,96%, aos 23.481,19 pontos, o S&P 500 recuou 0,53%, aos 6.927,03 pontos, e o Dow Jones perdeu 0,07%, para 49.158,62 pontos.

Na Europa os mercados ficaram mistos, com o STOXX 600 subindo 0,12% e o FTSE de Londres avançando 0,33%, enquanto o DAX de Frankfurt recuou 0,50% e o CAC 40 de Paris caiu 0,12%.

Na Ásia, o desempenho também foi variado, com o Nikkei subindo 1,48% aos 54.341 pontos, Hang Seng em alta de 0,56% aos 26.999 pontos, e Xangai SSEC caindo 0,31% aos 4.126 pontos, entre outras referências que mostram apetite por risco setorial.

No front de ofertas, o Agibank protocolou pedido de oferta pública inicial de ações na Bolsa de Nova York, com distribuição primária e secundária, segundo documento enviado à SEC, apontando interesse de emissores brasileiros em mercados externos.

O que pode mover o câmbio adiante

Em resumo, a cotação do dólar deve seguir sensível a desdobramentos da investigação e à divulgação de indicadores americanos, sobretudo pedidos de auxílio-desemprego e a sequência de dados de consumo e preços.

Investidores deverão observar também sinais do Banco Central sobre estabilidade do sistema financeiro e repercussão de operações, além de movimentações corporativas relevantes, que podem alterar fluxo de capital e volatilidade.

Com esses elementos, o mercado segue avaliando riscos e oportunidades, com impacto direto na formação do preço do câmbio e na dinâmica do Ibovespa.

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