quinta-feira, junho 4, 2026

Com reformas de Milei, Argentina registra superávit fiscal em 2025 pelo segundo ano seguido, superávit primário 1,4% do PIB e mudanças fiscais profundas

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Superávit fiscal Argentina 2025 reforçado pela política de déficit zero de Javier Milei, com corte de subsídios, congelamento de orçamentos e acordo de US$ 20 bilhões com o FMI

O governo argentino anunciou que o país encerrou 2025 com resultado positivo nas contas públicas pelo segundo ano consecutivo, resultado atribuído à política de déficit zero adotada pelo presidente Javier Milei.

O avanço fiscal foi sustentado por um forte ajuste nos gastos, incluindo a redução de subsídios e o congelamento de orçamentos em áreas como educação e saúde.

As informações sobre o fechamento de 2025 foram divulgadas pelo governo, conforme informação divulgada pelo g1.

Resultados fiscais e números oficiais

Em 2025, o superávit primário alcançou 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal ficou em 0,2% do PIB, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo.

O resultado representa um leve recuo em relação a 2024, quando o superávit primário foi de 1,8% e o superávit fiscal alcançou 0,3%, segundo os dados oficiais.

O governo destaca que a âncora fiscal é central para a estratégia de recuperação das contas públicas, e o presidente celebrou o número afirmando que “A âncora fiscal (déficit zero) é e será uma política de Estado“.

Cortes de gastos e impacto social

O ajuste que sustentou o superávit incluiu a redução de subsídios e o congelamento de orçamentos em áreas como educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas, segundo o governo.

Essas medidas ajudaram a equilibrar as contas, mas geraram preocupações sobre serviços públicos e investimentos de longo prazo.

Em paralelo à melhora fiscal, a pobreza apresentou oscilações importantes, com 52,9% da população em situação de pobreza no primeiro semestre de 2024, e redução para 31% no primeiro semestre de 2025, segundo dados oficiais.

Inflação, câmbio e acordo com o FMI

A Argentina encerrou 2025 com inflação de 31,5%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado na terça-feira (13) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

O resultado ficou bem abaixo dos 117,8% registrados em 2024, e foi o menor valor desde 2017, apesar de uma aceleração mensal no final do ano, com dezembro a 2,8% e novembro a 2,5%.

No início do governo Milei, a melhora nos indicadores permitiu um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos com o FMI, com a primeira parcela de US$ 12 bilhões disponibilizada pouco depois, segundo o Executivo.

O governo também flexibilizou controles cambiais, encerrando a paridade fixa do peso e adotando câmbio flutuante, embora intervenções pontuais tenham retornado diante de turbulências nos mercados.

Perspectivas e críticas

O ministro Luis Caputo afirmou que “A ordem nas contas públicas e o crescimento econômico permitirão continuar devolvendo recursos ao setor privado na forma de redução de impostos“, sinalizando novas medidas pró-mercado.

Especialistas e setores sociais alertam para riscos da austeridade, apontando cortes que podem afetar serviços básicos e investimento em pesquisa e infraestrutura.

Com os números de 2025 em mãos, a discussão agora é sobre o equilíbrio entre estabilidade fiscal, redução da inflação e a retomada do bem-estar social, diante de uma economia ainda marcada por dívidas históricas e volatilidade cambial.

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