Trump tem alternativa para manter arrecadação e pressão comercial, com tarifa generalizada de 10% e uso das Seção 301 e Seção 232 como complemento
O governo de Donald Trump já trabalha com um plano B para manter tarifas caso a Suprema Corte dos Estados Unidos anule parte do chamado “tarifaço” implementado no evento conhecido como Dia da Libertação.
Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, afirmou em entrevista à Fox Business que a administração pode impor imediatamente medidas alternativas para recuperar espaço perdido, incluindo uma tarifa generalizada de 10%.
Conforme informação divulgada pelo g1
O que disse Kevin Hassett
Na entrevista, Hassett afirmou, de forma categórica, que a Casa Branca está confiante na argumentação jurídica, mas que também tem uma opção pronta para agir caso o Judiciário rejeite parte das medidas.
“Nós estamos muito confiantes de que a Suprema Corte vai ficar do nosso lado, que a análise jurídica nos favorece. Mas também temos um plano B realmente sólido”, disse Hassett.
Sobre o conteúdo desse plano, Hassett detalhou a alternativa fiscal do Executivo.
“Podemos impor imediatamente uma tarifa de 10% para compensar a maior parte do espaço perdido e, depois, usar instrumentos como as autoridades da Seção 301 e da Seção 232 para complementar o que já alcançamos com esses grandes acordos com outros países”, acrescentou, segundo a reportagem.
O que é o ‘tarifaço’ e o Dia da Libertação
O termo ‘tarifaço’ se refere ao pacote de tarifas anunciado por Trump no chamado Dia da Libertação, que elevou impostos sobre produtos de diversos parceiros comerciais, com objetivo declarado de proteger a indústria nacional.
Se a Suprema Corte declarar parte dessas medidas inválidas, a resposta de implementar uma tarifa de 10% seria uma estratégia para recuperar receita e manter pressão sobre importações, sem depender exclusivamente das medidas contestadas judicialmente.
Consequências econômicas e políticas
Uma medida imediata de 10% anunciada pelo Executivo mudaria rapidamente o custo de importações para empresas e consumidores, e poderia provocar retaliações de parceiros comerciais.
Além do impacto direto nos preços, o uso das autoridades sob a Seção 301 e a Seção 232, citadas por Hassett, abre espaço para ações específicas contra países ou setores, com implicações diplomáticas e riscos de escalada em disputas comerciais.
Com a expectativa de uma decisão da Suprema Corte na próxima semana, o cenário desenhado por Hassett mostra que Trump tem alternativas prontas, e que a administração está preparada para ajustar a estratégia econômica conforme o resultado judicial.