quinta-feira, junho 4, 2026

Haddad quer que Banco Central regule e fiscalize fundos de investimento após escândalo do Banco Master, citando Reag e Operação Compliance Zero como razão para ampliar o perímetro do BC

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Proposta de transferir a fiscalização de fundos de investimento da CVM para o Banco Central ganha força, após casos que envolveram inflamento de patrimônio e investigações criminais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o Banco Central passe a fiscalizar os fundos de investimento, área hoje sob a alçada da CVM, diante de falhas apontadas em casos recentes.

A proposta faz parte de discussões internas no Executivo para ampliar o perímetro regulatório do BC, segundo declarações do ministro em entrevistas recentes.

O movimento ocorre após operações que envolveram o uso de fundos para manipular balanços e suspeitas de vínculos com facções criminosas em instituições já liquidadas pelo Banco Central.

conforme informação divulgada pelo g1

O que Haddad propõe e por que ele justificou a mudança

Haddad afirmou que existem áreas hoje reguladas pela CVM que, na visão dele, deveriam ficar sob o guarda-chuva do Banco Central, por causa da forte intersecção entre fundos e finanças.

Em entrevista ao UOL, o ministro disse textualmente, “Apresentei uma proposta, que esta sendo discutida no âmbito do Executivo, para ampliar o perímetro regulatório do BC. Tem coisa que deveria estar no BC, e que está na CVM. O Banco Central tem de passar a fiscalizar os fundos, há intersecção grande hoje entre fundos, finanças. Isso tem impacto sobre a contabilidade pública, a conta remunerada, as compromissadas”, afirmou o ministro, em entrevista ao UOL.

Ligação entre o caso Master, a Reag e a Operação Compliance Zero

No caso que motivou parte da discussão, o Banco Master foi alvo de esquema de fraudes financeiras apurado pela Operação Compliance Zero, com uso de fundos para inflar patrimônios.

Conforme apurado, “Fundos foram usados para inflar artificialmente o patrimônio do Master – que também já havia sido liquidado pelo Banco Central”. A instituição Reag, igualmente liquidada pelo BC, já era investigada pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento com a facção PCC, e também entrou no foco da operação.

Impactos esperados e próximos passos

Se aprovada a mudança, a fiscalização dos fundos de investimento passaria para o Banco Central, o que pode alterar regras de supervisão, requisitos de prestação de contas e rotinas de compliance.

O ministro indicou que a proposta está em discussão no Executivo, sem cronograma público para eventual transição, e que a alteração visa reduzir riscos à contabilidade pública e a operações compromissadas.

Analistas e players do mercado deverão acompanhar as propostas, que exigirão coordenação entre órgãos reguladores e ajustes legais para redefinir responsabilidades entre CVM e Banco Central.

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