quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar e Ibovespa caem com tensões entre EUA e Europa, Boletim Focus aponta Selic mais alta e mercados reagirão a tarifas anunciadas por Trump

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Mercado observa impactos das ameaças de tarifas dos EUA à Europa, avaliação de retaliação pela UE, projeções do Boletim Focus e sinais sobre o Fed que mexem com o dólar e o Ibovespa

O início da semana traz movimento cauteloso no mercado financeiro brasileiro, com o dólar e Ibovespa reagindo a uma mistura de fatores externos e dados domésticos.

Entre as pressões estão as ameaças do presidente dos EUA, medidas de retaliação em estudo na União Europeia, e as novas projeções do mercado para a economia brasileira.

Esses pontos, junto a sinais do mercado internacional e de commodities, orientam o humor dos investidores nesta segunda-feira, conforme informação divulgada pelo g1.

Como abriram o câmbio e a bolsa

No fechamento de sexta, a moeda americana fechou com um avanço de 0,08%, cotada a R$ 5,3725, e a bolsa, por sua vez, recuou 0,46%, aos 164.800 pontos.

Na manhã desta segunda-feira, O dólar opera em queda nesta segunda-feira (19), com recuo de 0,07% por volta das 11h30, cotado a R$ 5,3687, e o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,21%, aos 164.460 pontos.

Os números mostram um movimento de acomodação, mas com volatilidade potencial enquanto os investidores digerem riscos externos.

Tensões entre EUA e Europa e implicações

O quadro externo contribui para o nervosismo, após o presidente Donald Trump anunciar intenção de cobrar tarifas sobre países europeus caso haja oposição ao plano dos EUA sobre a Groenlândia.

Na postagem, Trump afirmou que A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos EUA, e que Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%.

Diante do anúncio, governos europeus avaliaram retaliações, incluindo a aplicação de tarifas de € 93 bilhões sobre produtos americanos, ou restrições ao acesso de empresas dos EUA ao mercado europeu, medidas que ampliam a incerteza global.

Boletim Focus e a visão do mercado doméstico

No front doméstico, o Boletim Focus trouxe ajustes nas projeções para 2026, com a estimativa da inflação recuando levemente, de 4,05% para 4,02%, enquanto a mediana da taxa Selic avançou de 9,88% para 10%.

Para os anos seguintes, as expectativas foram mantidas, com o mercado projeta inflação de 3,80% em 2027 e de 3,50% tanto em 2028 quanto em 2029, segundo o boletim.

Os analistas seguem prevendo queda gradual dos juros após o pico de 15% ao ano no fim de 2025, e Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano, enquanto a expectativa para 2027 também não mudou: o mercado continua projetando a Selic em 10,50% ao ano.

Na atividade, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em alta de 1,80%, e para o câmbio, os economistas mantiveram a projeção de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50.

Riscos externos, petróleo e calendário

Além das tensões comerciais, o mercado acompanha preocupações geopolíticas envolvendo o Irã e a sucessão no Federal Reserve, fatores que influenciam fluxos para ativos de risco.

Os preços do petróleo recuaram, com o Brent caindo 0,73%, a US$ 63,66, e o WTI cedendo 0,47%, a US$ 58,92 por volta das 9h, o que também ajuda a conter pressões inflacionárias globais.

O feriado de Martin Luther King Jr. Day nos EUA reduz liquidez em Wall Street, e os índices futuros já mostravam queda, o que reforça a cautela dos investidores até a retomada plena das negociações.

Em resumo, o cenário atual mantém o dólar e Ibovespa sob pressão, com movimentos condicionados pela evolução das ameaças comerciais, decisões de política monetária, e indicadores domésticos, temas que deverão seguir no radar dos investidores nos próximos pregões.

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