quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar e Ibovespa recuam com tensão entre EUA e Europa, impacto de ameaças de tarifas de Trump e projeções do Boletim Focus para 2026

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Dólar e Ibovespa seguem em movimento de cautela com anúncio de tarifas, sinalizações do Boletim Focus, queda nos preços do petróleo e mercados europeus sob pressão

Os mercados brasileiros começaram a semana em alerta, com o câmbio e a bolsa reagindo a novas tensões entre os Estados Unidos e países europeus, além de dados e projeções econômicas locais.

O recuo do petróleo e sinais de menor liquidez por conta do feriado nos EUA contribuem para um humor mais contido entre investidores, que também observam a agenda do Banco Central e a sucessão no Federal Reserve.

As informações a seguir foram compiladas com base em dados e relatos divulgados pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.

Mercado doméstico e dados do Boletim Focus

No início da sessão, o câmbio mostrava leve queda, enquanto a bolsa operava em baixa, em cenário de menor liquidez. Segundo o relato, o dólar opera em queda nesta segunda-feira (19), com recuo de 0,07% por volta das 11h30, cotado a R$ 5,3687, e o Ibovespa caía 0,21%, aos 164.460 pontos.

Na sexta-feira, o fechamento já havia mostrado movimento discreto, com a moeda americana avançando 0,08%, cotada a R$ 5,3725, e a bolsa recuando 0,46%, aos 164.800 pontos.

No Boletim Focus divulgado nesta segunda, as projeções para 2026 sofreram ajustes modestos, a estimativa da inflação recuou de 4,05% para 4,02%, enquanto a mediana da taxa Selic avançou de 9,88% para 10%. Os economistas mantiveram expectativas de inflação de 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029.

Para o fim de 2026, o mercado projeta a Selic em 12,25% ao ano, e para 2027 a expectativa é de 10,50% ao ano. A projeção para o câmbio ao fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50, e o crescimento do PIB para 2026 foi mantido em 1,80%, segundo a publicação do boletim.

Tensões entre EUA e Europa e impacto imediato

O principal fator externo que pesa sobre o humor dos investidores são as ameaças anunciadas pelo presidente dos EUA. Em publicação, foi informado que Trump anunciou que pretende impor uma tarifa de 10% sobre produtos importados de oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026, caso eles se posicionem contra o plano dos EUA de comprar a Groenlândia.

Na postagem citada, há a afirmação direta, “A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos EUA. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%”, e a cobrança permaneceria até que se feche um acordo para a “compra completa e total” da Groenlândia pelos EUA.

Em resposta, países da União Europeia avaliam medidas de retaliação, incluindo a aplicação de tarifas de € 93 bilhões sobre produtos americanos ou restrições ao acesso de empresas dos EUA ao mercado do bloco, conforme apurou a imprensa citada.

Bolsas globais, commodities e sinais de liquidez

Mesmo com os mercados à vista de ações de Wall Street fechados por feriado, os futuros mostravam queda, refletindo cautela. Segundo a cobertura, o S&P 500 futuro recua 0,8%, o Dow Jones futuro cai 0,7% e o Nasdaq futuro perde 1,32%.

Na Europa, os principais índices operavam em baixa, com exemplo do DAX caindo 1,1%, o CAC 40 recuando 1,3% e o FTSE 100 perdendo 0,3%, diante das ameaças de aumento de tarifas.

As commodities também registraram movimento de baixa, com impacto direto nas emergentes. Foi reportado que o Brent caiu 0,73%, a US$ 63,66, e o WTI cedeu 0,47%, a US$ 58,92 por volta das 9h (horário de Brasília), o que ajuda a aliviar parte da pressão inflacionária, mas adiciona volatilidade ao mercado de ativos.

Na Ásia, os resultados foram mistos, após dados que mostraram crescimento econômico mais fraco na China, e ações locais reagiram a medidas de estímulo anunciadas pelo banco central chinês.

O que os investidores devem acompanhar

Nos próximos dias, a atenção do mercado deve se dividir entre possíveis retaliações comerciais entre EUA e UE, novos números macroeconômicos, e movimentos das autoridades monetárias, especialmente sobre a sucessão no Federal Reserve.

No Brasil, os agentes vão monitorar atualizações do Boletim Focus e indicadores de atividade, com especial atenção para qualquer sinal que altere as expectativas sobre a Selic e a trajetória do câmbio.

Também vale observar a liquidez por causa do feriado nos EUA, e a evolução dos preços do petróleo, que influenciam diretamente as perspectivas de inflação e de lucro para empresas ligadas a commodities.

Por fim, os dados acumulados destacam a volatilidade recente, com o dólar mostrando variação semanal de +0,14% e mensal de -2,12%, e o Ibovespa com acumulado da semana de +0,88% e do mês de +2,28%, segundo os registros divulgados.

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