quinta-feira, junho 4, 2026

Exportação de café do Brasil registra receita recorde de US$ 15,6 bilhões em 2025, com queda de 20,8% no volume e impacto do tarifaço dos EUA

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Apesar da redução de 20,8% no volume exportado em 2025, a exportação de café do Brasil teve alta de receita de 24,1%, com preço médio da saca em US$ 389,17

A exportação do café brasileiro em 2025 registrou números contraditórios, com menor volume embarcado e receita histórica.

O país vendeu menos sacas, ao mesmo tempo em que aproveitou a alta dos preços no mercado internacional para elevar a arrecadação.

Os dados oficiais foram consolidados por entidades do setor, conforme informação divulgada pelo g1.

Receita recorde e alta do preço

Em 2025, a exportação gerou US$ 15,6 bilhões, o maior valor da história, o que representa um aumento de 24,1% ante 2024, segundo o Cecafé.

Parte desse salto veio do aumento do preço médio, que passou de US$ 248,36 por saca de 60 kg em 2024 para US$ 389,17 em 2025, pressionado pela baixa disponibilidade do produto no mercado.

Queda do volume e o efeito do tarifaço dos EUA

O volume embarcado somou 40,049 milhões de sacas de 60 kg, uma queda de 20,8% em relação a 2024, conforme relatório do Cecafé.

Uma explicação apontada pela entidade foi o chamado tarifaço aplicado pelos Estados Unidos entre agosto e novembro, que reduziu a competitividade do café brasileiro naquele mercado.

Sobre o impacto, Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, afirmou, “Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, e vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas”.

Alemanha ultrapassa Estados Unidos como maior comprador

Em 2025, a Alemanha se tornou o principal destino do café brasileiro, com 5,40 milhões de sacas compradas ao longo do ano.

Os Estados Unidos ficaram logo atrás, com 5,38 milhões de sacas, reflexo direto da queda nas vendas provocada pelas tarifas aplicadas naquele mercado.

O que vem pela frente

Analistas do setor e exportadores monitoram a evolução dos preços e medidas comerciais internacionais, porque variações de oferta e tarifas podem alterar receita e fatia de mercado.

Para produtores e negociadores, o desafio será conciliar menor volume com estratégias que preservem a renda, enquanto acompanham decisões comerciais nos principais parceiros.

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