quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar sobe com mercado atento às pressões de Trump sobre a Groenlândia, ameaça de tarifas a países europeus, impacto no Ibovespa e projeções do câmbio

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Mercado reage a anúncio de tarifas de Donald Trump a oito países europeus, ao Fórum de Davos e ao teste de independência do Fed, com dólar em alta e investidores cautelosos

O dólar abriu em alta na manhã desta terça-feira, com investidores monitorando o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa e possíveis retaliações comerciais.

Além das ameaças de tarifas, o Fórum Econômico Mundial em Davos e uma audiência ligada ao Federal Reserve pesam no humor dos mercados.

O dia também traz dados e projeções domésticas que podem influenciar o câmbio e o Ibovespa.

conforme informação divulgada pelo g1

Movimento do dólar e indicadores do dia

Na véspera, a moeda americana encerrou em queda de 0,16%, cotada a R$ 5,3640. Já nesta terça-feira, “O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (20) em alta, com avanço de 0,28% por volta das 9h, cotado a R$ 5,3791”.

As leituras semanais e mensais mostram variações moderadas, com destaque para os índices acumulados, que trazem sinais mistos sobre a direção do câmbio e da bolsa.

Segundo dados reportados, os resultados acumulados do câmbio são: “Acumulado da semana: -0,16%;Acumulado do mês: -2,27%;Acumulado do ano: -2,27%.”

Ameaça de Trump à Groenlândia e reação europeia

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que pretende impor tarifas caso países se posicionem contra a ideia americana sobre a Groenlândia. Em publicação na rede social Truth Social, ele afirmou textualmente, “A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos EUA. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%.”

Trump também declarou que as cobranças “permanecerão em vigor até que seja fechado um acordo para a ‘compra completa e total’ da Groenlândia pelos EUA”. O anúncio reacendeu o debate sobre retaliações da União Europeia.

Fontes citadas indicam que os países do bloco avaliam medidas como aplicação de tarifas equivalentes a € 93 bilhões, cerca de R$ 580 bilhões, ou restrições ao mercado para empresas americanas, além do uso do chamado Instrumento Anticoerção para responder a pressões externas.

Boletim Focus e projeções econômicas

O Boletim Focus trouxe ajustes modestos nas projeções. “Os economistas do mercado financeiro reduziram levemente a previsão de inflação para 2026, de 4,05% para 4,02%.”

Para os anos seguintes, “o mercado projeta inflação de 3,80% em 2027 e de 3,50% tanto em 2028 quanto em 2029.”

Em relação à Selic, o documento registra expectativas de queda ao longo do ano, com a projeção mantida de que, para o fim de 2026, “a projeção foi mantida em 12,25% ao ano”, e para 2027, “o mercado continua projetando a Selic em 10,50% ao ano”.

No campo da atividade, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto, “a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em alta de 1,80%”. Para o câmbio, os economistas “mantiveram a projeção de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50”.

Bolsas globais e clima externo

Com Wall Street em feriado, os mercados europeus reagiram negativamente às ameaças de tarifas e ao aumento da tensão diplomática. O índice pan-europeu STOXX recuou 1,23% no fechamento, enquanto FTSE 100 caiu 0,39%, DAX recuou 1,34% e o CAC 40 teve a maior perda, com 1,78%.

Na Ásia, os movimentos foram mistos diante de dados chineses mais fracos e ações do banco central chinês. O índice de Xangai subiu 0,29%, o CSI300 avançou 0,05%, e o Hang Seng caiu 1,05%.

No Japão, o Nikkei recuou 0,6%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul avançou 1,32% e o Taiex de Taiwan subiu 0,73%.

O conjunto de fatores externos e domésticos mantém os investidores em alerta, com o dólar reagindo tanto a riscos geopolíticos quanto a números e projeções econômicas no Brasil e no exterior.

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