Medida oficializada pela Administração Geral das Alfândegas e pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais da China, anula comunicado anterior e reabre mercado para o RS
A medida revoga a proibição que estava em vigor desde 2024 por um surto da Doença de Newcastle e que causou uma queda de 1% nas exportações do estado no ano passado.
O texto anula um comunicado anterior, de 2024, que impedia as vendas gaúchas para o país asiático com base nos resultados de uma análise de risco.
A ausência do mercado chinês impactou o volume de carne de frango exportado pelo estado no ano passado, resultando em uma queda de 1%. Em 2024, a China foi o destino de quase 6% das exportações de frango do RS, conforme informação divulgada pelo g1.
O que mudou na relação comercial com a China
A Administração Geral das Alfândegas e o Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais da China oficializaram a revogação, devolvendo a possibilidade de embarques do Rio Grande do Sul.
Com a decisão, a importação de carne de frango do RS volta a ser permitida por compradores chineses, após a avaliação dos riscos que motivou a suspensão em 2024.
Impacto nas exportações e no mercado gaúcho
A retirada do embargo deve ajudar a recuperar parte do volume perdido, especialmente porque a China representou quase 6% das exportações do setor no estado em 2024.
O efeito imediato pode ser limitado, porém a reabertura do mercado chinês tende a aliviar pressão sobre preços e logística para produtores e exportadores do RS.
Reação do setor avícola
O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, José Eduardo dos Santos, informou que o setor recebeu a notícia por meio de importadores e exportadores.
Produtores aguardam agora um comunicado formal do Ministério da Agricultura e Pecuária, para ajustar protocolos de embarque e retomar contatos comerciais com clientes chineses.
Próximos passos e perspectivas
Exportadores precisam alinhar documentação e certificações exigidas para retomar envios, e compradores chineses devem confirmar contratos e volumes.
Apesar da retomada, a curva de recuperação vai depender de prazos logísticos e das negociações comerciais entre empresas, governos e autoridades sanitárias.