quinta-feira, junho 4, 2026

Investidor do Will Bank perde direito ao FGC se já resgatou R$ 250 mil no Master, entenda a consolidação por CPF e como pedir ressarcimento pelo aplicativo

Share

O limite de cobertura de R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Créditos, por CPF ou CNPJ, vale para todo o conglomerado Master, afetando clientes do Will Bank a partir de 2024

Investidores do Will Bank serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos, desde que não tenham ultrapassado o limite de R$ 250 mil em pagamentos já recebidos na liquidação do Banco Master, porque as instituições integram o mesmo conglomerado.

A Will Financeira, que faz parte do conglomerado Master, teve liquidação decretada pelo Banco Central na manhã de quarta-feira, dia 21, e clientes com produtos elegíveis ao FGC podem solicitar pagamentos pelo aplicativo do fundo.

As informações sobre consolidação de saldos por CPF ou CNPJ e sobre os limites de ressarcimento foram divulgadas pelo próprio FGC, conforme informação divulgada pelo g1.

O que muda para investidores do Will Bank

O ponto central é a consolidação de valores entre instituições do mesmo grupo. Como explica o FGC, “Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”.

Além disso, o fundo informa que “A partir de 22/08/2024, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil”.

Na prática, isso significa que um investidor que já recebeu o teto de R$ 250 mil em pagamentos relacionados ao Banco Master, não terá direito a novo pagamento do FGC em razão da liquidação do Will Bank.

Quanto o FGC já moveu e quem tem direito

O FGC informou que os ressarcimentos do Banco Master começaram e que “Cerca de 600 mil credores já fizeram o pedido, de acordo com o balanço divulgado na noite desta segunda”. Ainda segundo o fundo, “Desses, 400 mil concluíram o pedido (fizeram o trâmite completo)”.

O FGC estima que “800 mil credores do Banco Master têm direito ao ressarcimento”. A instituição destacou também que a quantia elegível para ressarcimento tem sido tratada pelo liquidante, nomeado pelo Banco Central, e que os pagamentos seguirão o Regulamento do FGC.

Em pontos práticos, o fundo lembra que valores acima do limite de R$ 250 mil permanecem sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master, quando o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento integral.

Como solicitar o ressarcimento pelo FGC

O FGC orienta que pessoas físicas façam o pedido pelo aplicativo do fundo, disponível nas lojas de apps, e completem o cadastro com nome, CPF e data de nascimento. O pagamento só poderá ser solicitado após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo.

Após a liberação, o usuário informa uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, valida a biometria e envia eventuais documentos solicitados. Para pessoas jurídicas, o pedido deve ser feito pelo Portal do Investidor, com envio de documentação do representante legal.

O FGC alerta, por fim, que não há prazo legal fixo para o início dos pagamentos, e que a quantidade de clientes e os valores a serem pagos serão divulgados após a consolidação das informações pelo liquidante.

Contexto, investigação e o que ocorreu no Master

O Banco Master viveu um processo de administração especial e, posteriormente, liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. A instituição vinha enfrentando problemas de liquidez e foi alvo de investigação por supostas fraudes, com prisões relacionadas à direção do banco.

O caso envolvendo emissão massiva de CDBs, aplicações em ativos com problemas e transações questionadas motivou apurações da Polícia Federal e medidas dos órgãos reguladores, o que culminou na intervenção e na liquidação, afetando também instituições ligadas ao mesmo conglomerado, como o Will Bank.

Para investidores, a recomendação é checar o status do pedido no aplicativo do FGC, acompanhar as comunicações do liquidante e reunir documentos que comprovem saldos e operações, caso sejam solicitados durante o processo de ressarcimento.

Leia Mais

Fique por dentro