quinta-feira, junho 4, 2026

Trump recua de tarifas contra países europeus após entendimento com Otan sobre Groenlândia, suspendendo tarifa de 10% e mantendo negociações sobre o Domo de Ouro

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Após encontro descrito como “muito produtivo”, Trump diz ter formado uma estrutura para um futuro acordo sobre a Groenlândia, e anuncia que não irá impor tarifas programadas para 1º de fevereiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que recuou da intenção de aplicar tarifas extras contra países europeus após, segundo ele, um entendimento sobre o futuro da Groenlândia com lideranças da Otan.

Trump afirmou que as discussões sobre o projeto do Domo de Ouro, sistema de defesa antimísseis que ele considera vital, continuam em andamento, e que detalhes serão divulgados conforme as conversas avançarem.

Entre as medidas anunciadas anteriormente pelo presidente estava a imposição de tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro de 2026 a países que, segundo ele, se opuseram à compra da Groenlândia, mas essas tarifas foram suspensas com base no entendimento recente, conforme informação divulgada pelo g1

O que Trump anunciou e a justificativa citada

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou ter tido uma reunião “muito produtiva” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, da qual teria surgido a “estrutura de um futuro acordo” envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico.

No mesmo comunicado, o presidente escreveu, “Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Golden Dome no que se refere à Groenlândia.”

Países citados e histórico das ameaças

O anúncio prévio de Trump sobre tarifas de 10% citava países europeus contrários à tentativa de adquirir a Groenlândia. Segundo o g1, os países mencionados eram Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

As ameaças de anexar a ilha voltaram a ganhar força durante o segundo mandato de Trump, com o argumento de que a Groenlândia é “vital” para o projeto do Domo de Ouro, que visa interceptar mísseis lançados contra o território norte-americano.

Declarações em Davos e reação internacional

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump disse que não pretende usar força para tomar a Groenlândia, com a frase, “Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia.”

Além disso, o presidente criticou a Dinamarca, chamando o país de “ingrato”, e se referiu à ilha como “um pedaço de gelo” em seu discurso, observações que geraram resposta imediata das autoridades dinamarquesas, que afirmaram não haver negociações para venda do território.

Próximos passos e responsáveis pelas negociações

Na publicação citada pelo g1, Trump listou nomes que terão papel nas negociações futuras, escrevendo, “O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações, e se reportarão diretamente a mim.”

O governo dos EUA tem, segundo relatos, presença militar histórica na Groenlândia, embora essa presença tenha sido reduzida. Em reação às ameaças, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia chegaram a enviar tropas à ilha, conforme noticiado pela mesma fonte.

Trump e aliados afirmam que um acordo envolvendo a Groenlândia seria positivo para a segurança dos Estados Unidos e para países da Otan, mas detalhes concretos do pacto, e do alcance do projeto do Domo de Ouro, ainda dependem de negociações em curso.

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