quinta-feira, junho 4, 2026

Sling TSi ganha autorização da Anac para fabricar e comercializar aviões leves no Espírito Santo, produção em Jaguaré, 39 unidades/ano e planos de novas certificações

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Autorização libera a venda no Brasil do modelo Sling TSi produzido em Jaguaré, permitindo à Sling Brasil ampliar a produção e buscar certificações de novos modelos até 2027

Uma fábrica no interior do Espírito Santo recebeu autorização para fabricar e comercializar aviões leves no país, movimentando a cadeia local de aviação e tecnologia.

O modelo autorizado é o Sling TSi, produzido pela Sling Brasil em Jaguaré, e a liberação abre caminho para vendas a pilotos privados e operadores de aviação geral.

Segundo a reportagem, a certificação foi concedida no fim de dezembro de 2025 e publicada no Diário Oficial da União na semana passada, conforme informação divulgada pelo g1

Autorização e certificação

A autorização da Agência Nacional de Aviação Civil, Anac, confirma que o Sling TSi atende aos requisitos de fabricação e segurança para ser comercializado no Brasil.

Conforme a empresa, a certificação foi concedida no fim de dezembro de 2025 e publicada no Diário Oficial da União na semana passada, e o processo é considerado longo e rigoroso, como é comum na indústria aeronáutica.

Sobre o processo de avaliação, a Sling Brasil trouxe a declaração do sócio-investidor, Lucas Mota, que explicou, “Embora o produto já estivesse desenvolvido e a gente já trabalhasse na linha de montagem há bastante tempo, ele precisava ser certificado. A Anac apurou que a aeronave cumpre todos os requisitos de qualidade de fabricação e segurança para ir ao mercado”.

Produção em Jaguaré e parceria internacional

A produção do Sling TSi é feita integralmente em Jaguaré, no Espírito Santo, pela Sling Brasil, que é uma parceria com a fabricante sul-africana Sling Aircraft, detentora do projeto original.

Antes desta autorização, a empresa já havia obtido liberação para produzir o modelo Sling 2, uma aeronave de dois lugares, enquanto o Sling TSi é um modelo mais robusto, com quatro assentos.

A aeronave já foi utilizada em voos de teste e demonstrada em eventos e nas redes sociais da empresa, segundo as informações divulgadas, o que ajudou a validar o projeto antes da certificação final.

Mercado de aviação leve e público-alvo

As aeronaves produzidas em Jaguaré são voltadas ao mercado de aviação leve, com foco em pilotos não comerciais que utilizam aviões para lazer, treinamento e atividades profissionais específicas.

Segundo Lucas Mota, “Normalmente quem compra esse tipo de aeronave é o próprio piloto. Existe uma comunidade grande de aviação geral, com aviões particulares espalhados pelo estado, como em aeroclubes da Grande Vitória”.

O segmento de aviação geral reúne proprietários privados, aeroclubes e operadores regionais, criando demanda por modelos leves, eficientes e certificados localmente.

Expansão, capacidade e impacto regional

Com a certificação do Sling TSi, a Sling Brasil planeja ampliar a produção e avançar na certificação de outros modelos, incluindo um novo avião maior, também de quatro lugares, que já está em análise pela Anac.

A capacidade produtiva atual da empresa é de até 39 aeronaves por ano, e a previsão é concluir a próxima certificação até junho de 2027, conforme informações divulgadas pela empresa.

Para o Espírito Santo, a autorização representa um marco, porque o estado não faz parte do eixo tradicional da indústria aeronáutica brasileira, que é concentrado no interior de São Paulo, e a mensagem da empresa é de que a região tem mão de obra qualificada e estrutura para projetos de alta tecnologia.

O avanço da Sling Brasil em Jaguaré pode estimular fornecedores locais, formação técnica e novos empregos, e fortalecer a presença da aviação geral fora dos polos tradicionais de produção.

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