Presidente usou óculos de R$ 4 mil em discurso fechado, visual viralizou com referências a Top Gun, mercado registrou alta de quase 28% e negociações foram suspensas
O uso de óculos escuros por Emmanuel Macron durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos provocou um salto nas ações da fabricante do acessório.
O efeito nas redes, entre memes e comparações cinematográficas, coincidiu com forte movimentação no mercado acionário da empresa ligada à marca de luxo.
Esses fatos e números foram reportados e divulgados na cobertura original, conforme informação divulgada pelo g1
Impacto imediato nas ações
As ações da iVision Tech, grupo que detém a marca Henry Jullien, dispararam quase 28% nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026. A valorização acrescentou cerca de 3,5 milhões de euros à capitalização de mercado da empresa, segundo a apuração.
Antes disso, os papéis listados em Milão já haviam subido quase 6% na quarta-feira, 21, e chegaram a ter negociações suspensas automaticamente durante boa parte do dia, com retomadas pontuais e nova suspensão em seguida.
Modelo, preço e reconhecimento
O grupo informou que o modelo usado por Macron foi o Pacific S 01, vendido por 659 euros (US$ 770) no site da marca Henry Jullien, o que corresponde a cerca de R$ 4 mil na cotação mencionada na cobertura.
O CEO da iVision Tech, Stefano Fulchir, disse, traduzindo a fala registrada, “Isso certamente criou um efeito ‘uau’ sobre as ações”, ao comentar a valorização ligada à exposição do presidente.
Reações públicas e contexto político
O visual de Macron, com óculos estilo aviador, gerou memes e comparações recorrentes com o filme Top Gun, além de comentários públicos, inclusive do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O gabinete de Macron afirmou que a escolha por óculos escuros durante o discurso, realizado em ambiente fechado, ocorreu para proteger os olhos do presidente por causa do rompimento de um vaso sanguíneo, e que o governo não confirmou a marca dos óculos.
Sequência na negociação e implicações para marcas
Fulchir afirmou que conseguiu reconhecer claramente os óculos da Henry Jullien e que eles haviam sido enviados a Macron em 2024, informação que reforçou a ligação entre a aparição pública e a reação do mercado.
Além do impacto imediato na cotação, a situação evidencia como aparições públicas de líderes podem influenciar marcas de luxo, movimentar capital no curto prazo e estimular discussões sobre imagem e saúde pública.