quinta-feira, junho 4, 2026

Petróleo venezuelano em jogo, Arábia Saudita minimiza impacto após captura de Maduro e diz que aumento da produção dos EUA será lento e caro

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Mohammed Al-Jadaan afirmou em Davos que "Não acredito que veremos um impacto significativo no mercado de petróleo", e que qualquer alta exigirá tempo e investimentos

A Arábia Saudita descartou que a nova situação política na Venezuela provoque mudanças imediatas e profundas no **mercado de petróleo**, apesar das ambições anunciadas pelos Estados Unidos.

O ministro das Finanças saudita, Mohammed Al-Jadaan, fez as observações no debate de encerramento do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e avaliou que uma resposta de oferta não será rápida.

As declarações colocam em perspectiva a possibilidade de aumento das exportações venezuelanas, e os riscos práticos e financeiros para recuperá-las, conforme informação divulgada pelo g1.

O que disse a Arábia Saudita em Davos

No debate, Al-Jadaan afirmou, em tradução para o português, "Não acredito que veremos um impacto significativo no mercado de petróleo".

Ele acrescentou que "Qualquer aumento na produção levará tempo e exigirá investimentos consideráveis", apontando para obstáculos logísticos e financeiros para elevar rapidamente a oferta de petróleo venezuelano.

Por que a produção não deve subir rápido

Desde a captura e deposição de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em uma operação militar em Caracas, os Estados Unidos controlam as vendas do petróleo venezuelano.

Apesar das ambições de ampliar a produção, empresas multinacionais do setor permanecem cautelosas, evitando grandes investimentos na infraestrutura local, o que limita uma recuperação imediata da oferta.

Reservas, produção e o cenário técnico

A Venezuela tem as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com **303 bilhões de barris**, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, à frente da Arábia Saudita, com **267,2 bilhões**.

No entanto, décadas de corrupção e má gestão fizeram com que a produção caísse de um pico de **mais de três milhões de barris por dia para os atuais 1,2 milhão de barris**, segundo as autoridades venezuelanas.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, a Venezuela produziu uma média de **950 mil barris por dia em 2025**, dos quais **780 mil foram exportados**, números que ilustram o desafio técnico e financeiro de retomar volumes maiores.

O que esperar adiante

Especialistas devem monitorar sinais de investimento em campos e refinarias, assim como decisões políticas e de sanções, que influenciarão a velocidade de qualquer recuperação.

Enquanto isso, para o mercado global, a avaliação da Arábia Saudita é clara, que mudanças na Venezuela podem não traduzir-se em impacto imediato no **mercado de petróleo**, pela complexidade e custos envolvidos.

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