quinta-feira, junho 4, 2026

Vorcaro admite problemas de liquidez no Banco Master, diz que modelo dependia do FGC, que aportou quase R$ 6 bilhões e que originava até R$ 500 milhões por mês

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Relato à PF detalha evolução do modelo do Banco Master para depender da cessão de ativos e do FGC, impacto de comunicado do BC em novembro de 2024 e medidas tomadas

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, admitiu em depoimento à Polícia Federal que a instituição enfrentava problemas de liquidez e que houve uma mudança no modelo de negócios para tentar sustentar o volume de operações.

Segundo o relato, a crise se acentuou após sinais de mudança regulatória e de mercado, o que levou o banco a reduzir originação e a montar um plano de ação em resposta a um comunicado do Banco Central em novembro de 2024.

As informações foram registradas em depoimento e trazem detalhes sobre origem de crédito, dependência do FGC e recursos pessoais aportados pelo controlador, conforme informação divulgada pelo g1.

O que Vorcaro afirmou à PF

Vorcaro disse que “o Master chegou a originar de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por mês”, mas que esse tamanho foi reduzido para “garantir liquidez” diante da pressão do mercado.

Ele também relatou que “o modelo de negócios do Master evoluiu para uma dependência agressiva da cessão de ativos e suporte do FGC” e passou a focar em crédito consignado, emissão de cédulas de crédito bancário, e no uso de originadores terceirizados para ampliar o volume de negócios.

Além disso, o depoimento menciona que, como reação a relatórios e a uma comunicação do Banco Central, o Master montou um plano de ação em novembro de 2024, para tentar conter a retirada de recursos e a perda de confiança.

Recursos pessoais e medidas para manter o banco

Vorcaro afirmou que “disse ter aportado quase R$ 6 bilhões de seu patrimônio pessoal” para sustentar o modelo do banco durante a crise, medida que tentou garantir liquidez imediata e dar suporte às operações.

O uso de aportes pessoais mostra a tentativa de evitar colapsos, porém ilustra a profundidade do descompasso entre ativos e passivos que vinha afetando o Master.

Ressarcimento pelo FGC e situação dos credores

Sobre o mecanismo de proteção aos investidores, o texto informa que “o FGC ressarce em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ os correntistas e investidores que tinham recursos no Master”.

Até a noite de segunda-feira (19), “Cerca de 600 mil credores do Master já fizeram o pedido até a noite de segunda-feira (19)”, segundo os dados divulgados, o que mostra a amplitude do processo de ressarcimento em andamento.

Como a venda ao BRB e a liquidação foram explicadas

Vorcaro declarou que a venda do Master ao BRB “foi construída tecnicamente dentro do BC”, o que indica que a operação envolveu caminhos regulatórios e negociações alinhadas com o Banco Central.

O depoimento descreve uma sequência em que a combinação de perda de confiança, sinais regulatórios e necessidade de liquidez levou ao encurtamento da originação, ao apoio do FGC e, por fim, às soluções externas para a continuidade das garantias aos credores.

Os trechos citados e os números mencionados constam do depoimento divulgado e foram registrados na reportagem que originou este resumo, conforme informação divulgada pelo g1.

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