quinta-feira, junho 4, 2026

Agente federal de imigração atira e mata homem em Minneapolis, EUA, durante operação do ICE, e caso intensifica protestos, críticas de autoridades e tensão em Minnesota

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Operação do Departamento de Segurança Interna termina com vítima de 37 anos baleada, agentes gravados em confronto e líderes locais pedindo fim das ações federais em Minneapolis

Um homem de 37 anos foi morto a tiros na manhã de sábado, 24 de janeiro, em Minneapolis, durante uma patrulha do Departamento de Segurança Interna dos EUA, em ação que envolve o Serviço de Imigração e Alfândega, o ICE.

Segundo relatos oficiais, o agente federal de imigração abriu fogo em resposta ao que foi descrito como uma aproximação do homem, que estaria armado, e a vítima morreu no local.

O episódio provocou protestos e fortes críticas de autoridades locais, numa sequência de confrontos e investidas do ICE em Minnesota, conforme informação divulgada pelo g1.

O que as autoridades dizem sobre a ação

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o agente efetuou disparos em “tiros defensivos” depois que o homem, armado, se aproximou da patrulha de fronteira.

A polícia de Minneapolis informou que a vítima era cidadão americano, morador da cidade, e possuía permissão para porte de arma, e que, além de uma pistola, portava dois carregadores.

A Associated Press informou que o agente responsável pelos disparos tinha oito anos de experiência na patrulha de fronteira, e o DHS divulgou foto de uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros encontrada com o homem.

Imagens, testemunhas e tentativa de reanimação

O jornal local Star Tribune publicou vídeo feito por uma testemunha dentro de um café, que mostra ao menos sete agentes tentando imobilizar o homem, derrubando-o no chão, e um deles realizando os disparos.

Testemunhas relataram que a vítima foi atingida várias vezes no peito, e uma ambulância deixou a área após observarem manobras de reanimação cardiopulmonar sendo realizadas, sem sucesso.

Reações políticas e protestos em Minnesota

O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou o caso como “mais um ataque a tiros atroz” por parte de agentes federais, dizendo, “Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a operação e afirmou, “Acabei de ver um vídeo de mais de seis agentes mascarados espancando um dos nossos constituintes e atirando nele até a morte. Quantos mais residentes, quantos mais americanos precisam morrer ou se ferir gravemente para que esta operação termine?”

Frey também questionou o presidente, “Quantas vezes os líderes locais e nacionais precisam implorar a você, Donald Trump, para encerrar esta operação e reconhecer que isso não está criando segurança em nossa cidade?”

As manifestações cresceram desde o início das operações do ICE na região, e organizadores relatam que centenas de estabelecimentos fecharam em apoio aos protestos, com confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Contexto, casos anteriores e impacto local

O estado vive forte tensão desde o início das ações federais, especialmente após outro caso em que, em 7 de janeiro, a cidadã americana Renee Good, de 37 anos, foi morta por um agente do ICE, episódio que já havia aprofundado o conflito entre Washington e líderes de Minnesota.

Em outra polêmica recente, agentes do ICE detiveram pelo menos quatro crianças, entre elas uma usada como “isca” para tentar prender familiares, e um menino de 5 anos, Liam Conejo Ramos, chegou a ser detido ao voltar da pré-escola, segundo relatos da imprensa.

O caso em Minneapolis reforça o debate sobre a presença e os métodos do ICE na cidade, e sobre o balanço entre ações de imigração e a segurança das comunidades locais, com autoridades federais defendendo as operações e líderes estaduais e municipais pedindo revisão e fim das abordagens mais duras.

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