quinta-feira, junho 4, 2026

Trump defende ação do ICE em Minneapolis após nova morte em operação, publica foto de arma, acusa governador e prefeito de incitar insurreição e aumenta tensão

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Na ação do ICE em Minneapolis, Trump publica foto da pistola atribuída ao homem morto, diz ‘Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho’, e questiona ausência da polícia local

Uma nova morte durante uma operação federal de imigração em Minneapolis reacendeu a controvérsia sobre as ações do ICE e a presença de agentes federais na cidade.

O presidente Donald Trump usou as redes sociais para defender o trabalho dos agentes e publicar a imagem de uma arma que, segundo autoridades federais, foi encontrada com o homem morto.

Os fatos e as versões sobre o tiroteio divergem entre órgãos federais, imprensa e autoridades locais, conforme informação divulgada pelo g1.

O post de Trump e as declarações que inflamam o debate

Em publicação na Truth Social, Trump escreveu, ‘Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho’, e acompanhou a postagem com a foto de uma pistola, uma pistola 9 milímetros, que o Departamento de Segurança Interna dos EUA disse ter sido encontrada com o homem.

O presidente também questionou, “Onde estava a polícia local? Por que eles não foram autorizados a proteger os oficiais do ICE? O prefeito e o governador mandaram esses policiais embora?”, e afirmou, “Doze mil criminosos ilegais, muitos deles violentos, foram presos e retirados de Minnesota. Se eles ainda estivessem lá, vocês veriam algo muito pior do que estão presenciando hoje”.

Trump ainda acusou o prefeito e o governador, dizendo que eles “estão incitando insurreição com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante!”

Versões conflitantes sobre o tiroteio e a arma mostrada

O Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgou a foto de uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros que, segundo o órgão, estava com o homem que se aproximou da patrulha durante a operação.

Por outro lado, um vídeo feito por testemunha e analisado quadro a quadro pelo jornal “The New York Times” aponta versão diferente, dizendo que o homem segurava um telefone quando foi derrubado no chão e baleado pelos agentes.

A polícia de Minneapolis informou que o homem era cidadão americano, morador da cidade, e possuía permissão para porte de arma, enquanto o governo federal afirma que ele portava uma pistola e dois carregadores.

Reação de autoridades locais e contexto das operações em Minnesota

O governador Tim Walz classificou o episódio como “mais um ataque a tiros atroz” por parte de agentes federais, e declarou, “Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediu que Trump encerre as operações, dizendo, “Presidente Trump: este é um momento que exige liderança. Coloque Minneapolis em primeiro lugar, coloque os Estados Unidos em primeiro lugar. Vamos restaurar a paz. Vamos encerrar esta operação”.

Nos últimos meses, o governo federal ampliou prisões relacionadas à imigração em todo o país, e a operação em Minneapolis já havia resultado, em 7 de janeiro, na morte de uma mulher, confrontos entre agentes e manifestantes, e em denúncias sobre o uso de táticas polêmicas, elevando a tensão em Minnesota.

O que está em disputa

Estão em disputa a versão dos fatos sobre o momento do disparo, a legitimidade das operações federais em território municipal, e a presença de agentes do ICE e patrulheiros de fronteira atuando juntos em áreas urbanas.

Enquanto o governo federal divulga a imagem da arma e defende as prisões, autoridades locais pedem fim das operações e responsabilização por mortes e escalada de conflitos.

O caso deve seguir sob investigação, com atenção para as evidências em vídeo e para depoimentos de testemunhas, além das apurações internas dos órgãos envolvidos.

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