Entidades como ABBC e ABBI avisam sobre e-mails e aplicativos falsos, solicitações de pagamento e links fraudulentos, confira orientações oficiais para não cair em golpes do FGC
As entidades do setor financeiro emitiram um alerta sobre golpes que miram o pagamento de garantias do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, após as liquidações do Banco Master e do Will Bank.
Golpistas têm usado o nome do fundo e de instituições para induzir pessoas a fornecer dados pessoais, ou a realizar pagamentos indevidos, por meio de e-mails, mensagens e aplicativos falsos.
O cenário preocupa porque o fundo começou a receber pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram CDBs do Master e, segundo as entidades, há grande procura pelos recursos.
conforme informação divulgada pelo g1
Como funcionam os golpes e onde surgem as fraudes
As tentativas de fraude incluem o envio de mensagens que simulam contatos institucionais, divulgação de links e páginas fraudulentas, circulação de aplicativos não oficiais em lojas digitais e solicitação de pagamentos indevidos ou antecipados, tudo para obter dados ou dinheiro das vítimas.
As entidades que assinaram o comunicado apontam o uso indevido de ferramentas de recuperação de senha e o disparo de mensagens com links maliciosos como táticas recorrentes, e alertam para aplicativos que se passam por canais oficiais para captar credenciais.
Quem tem direito e dados importantes sobre o pagamento
De acordo com as informações divulgadas, cerca de 800 mil credores têm direito ao ressarcimento, e o FGC iniciou a recepção dos pedidos na última semana em que o comunicado foi emitido.
Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, e a indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.
O FGC também informou que o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões, e que o número de credores, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil.
Passo a passo oficial para solicitar o ressarcimento
Para pessoas físicas, o pedido de pagamento da garantia deve ser feito pelo aplicativo do FGC, disponível no Google Play e na Apple Store, e o procedimento inclui cadastro com nome completo, CPF e data de nascimento, solicitação do pagamento quando disponível e indicação de uma conta bancária de mesma titularidade para receber a transferência.
O FGC detalha que, no aplicativo, é possível conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e receber notificações para acompanhar o pedido, e que, após a assinatura do termo de solicitação, o pagamento costuma ser liberado em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos.
Para pessoas jurídicas, o representante legal deve solicitar a garantia pelo Portal do Investidor, e o pagamento será feito por transferência para conta com o mesmo CNPJ da empresa.
Como se proteger e canais oficiais para confirmação
As entidades orientam, entre outras medidas, a aumentar o nível de cautela frente a ofertas de facilidades por supostos prestadores de serviço, desconsiderar solicitações de dados pessoais por canais não oficiais e não realizar pagamentos de qualquer tipo de taxa para receber a garantia.
O FGC e associações recomendam, ainda, não clicar em links desconhecidos e não baixar aplicativos fora das lojas oficiais, e buscar sempre informações e confirmações por meio dos canais institucionais.
Para dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail [email protected], e lembra que valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do banco, integrando a massa falida como credor quirografário.