quinta-feira, junho 4, 2026

Morte de Alex Pretti, enfermeiro americano baleado por agente do ICE em Minneapolis, vídeos mostram celular e não arma, tensão entre DHS e autoridades locais

Share

Imagens da morte de Alex Pretti colocam em xeque versão federal, mostram telefone na mão e arma só aparece após imobilização, protestos e repercussão política aumentam a crise

O tiroteio que matou Alex Pretti ocorreu durante uma operação do Departamento de Segurança Interna dos EUA em Minneapolis, no sábado, 24 de janeiro.

Autoridades federais disseram que Pretti teria sacado uma arma e resistido, e que um agente atirou em legítima defesa, porém vídeos de testemunhas e análises de imprensa mostram outra sequência.

Conforme informação divulgada pelo g1, as imagens mostram Pretti com um celular na mão, aproximando-se para proteger uma mulher atingida por spray de pimenta, e a arma só aparece depois que ele já estava imobilizado, gerando protestos e pedidos de investigação estadual.

O que mostram os vídeos e as análises

Reportagens do The New York Times e da Reuters analisaram vídeos do confronto e concluíram que não há indícios de que Pretti tenha apontado a arma para agentes antes de ser derrubado.

As imagens, segundo essas análises, mostram o enfermeiro com um telefone em uma das mãos, sem portar nada visível na outra, enquanto se coloca entre um agente e mulheres que eram alvo de spray de pimenta.

De acordo com a apuração, a arma que ele possuía permaneceu escondida até que agentes a localizaram depois que Pretti já estava caído na calçada, e então outros disparos o atingiram nas costas enquanto estava no chão.

Quem era Alex Pretti e dados do caso

Pretti tinha 37 anos, era enfermeiro de UTI e trabalhava em um hospital do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA, ele era cidadão americano e morava em Minneapolis.

Registros indicam que não tinha antecedentes criminais relevantes, e ele possuía autorização para porte velado no estado de Minnesota, segundo informações das autoridades locais.

O episódio é o segundo caso fatal envolvendo operações de imigração em Minnesota em menos de um mês, após a morte de Renee Good em 7 de janeiro, o que elevou a tensão na cidade.

Reações de autoridades e da família

O Departamento de Segurança Interna e a secretária Kristi Noem caracterizaram o caso como um ataque contra agentes, afirmando que Pretti não estava ali para protestar pacificamente, mas para “perpetuar a violência”.

Em contraste, o governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou que as imagens são “revoltantes” e declarou que o estado não confia na investigação conduzida pelo governo federal.

A família de Pretti disse estar “de coração partido e também muito zangada”, e classificou como “mentiras repugnantes” as declarações de que ele teria atacado agentes, afirmando que os vídeos mostram que ele segurava apenas um celular.

Desdobramentos, protestos e o que pode acontecer

O caso provocou protestos imediatos em Minneapolis, com confrontos entre manifestantes e agentes federais, uso de spray de pimenta e gás lacrimogêneo, e a ativação da Guarda Nacional de Minnesota.

Autoridades locais pedem que as forças federais de imigração deixem a cidade, e líderes estaduais anunciaram que Minnesota liderará a investigação, diante de relatos de dificuldades de acesso ao local por parte de agentes federais.

Em Washington, a morte ampliou debates sobre financiamento do DHS e do ICE, com líderes democratas defendendo medidas para restringir verbas, enquanto a disputa entre governo federal e autoridades locais permanece intensa.

As análises do caso pela imprensa internacional e as citações oficiais alimentam uma investigação em curso, e a cidade segue em clima de tensão, com repercussão política e judicial nas próximas semanas.

Leia Mais

Fique por dentro