quinta-feira, junho 4, 2026

Americano morto por agente de imigração, Alex Pretti, segurava celular e não sacou arma, mostram vídeos; entenda os fatos e repercussão em Minneapolis

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Vídeos analisados por veículos indicam que o americano morto por agente de imigração estava filmando com um celular, teve a arma localizada apenas quando já estava imobilizado, e foi baleado enquanto caído

O episódio aconteceu durante uma operação do Departamento de Segurança Interna dos EUA em Minneapolis, e resultou na morte de um homem de 37 anos.

Imagens gravadas por testemunhas e revistas por agências de notícias mostram cenas que colocam em dúvida a versão inicial das autoridades federais sobre a abordagem.

As informações reunidas a seguir são apresentadas conforme informação divulgada pelo g1.

O que mostram os vídeos

Segundo análise do The New York Times, os registros feitos por testemunhas mostram que o americano morto por agente de imigração segurava um telefone na mão em vários momentos, e que não há indícios de que ele tenha sacado a arma antes de ser derrubado e imobilizado.

De acordo com a apuração, a arma pertencente a Alex Pretti permaneceu escondida até que agentes a encontraram quando ele já estava no chão.

Imagens analisadas pela Reuters mostram ainda um agente disparando vários tiros contra as costas de Pretti enquanto ele estava caído, segundo os registros das agências.

Quem era Alex Pretti

Pretti, 37 anos, era cidadão americano e enfermeiro de UTI que trabalhava em um hospital do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA, ele morava em Minneapolis, e foi descrito por familiares e vizinhos como uma pessoa calma e solidária.

Registros judiciais indicam que não tinha antecedentes criminais relevantes, além de infrações de trânsito, e a polícia informou que ele possuía autorização legal para porte velado no estado de Minnesota.

A família afirmou que não sabia que ele costumava portar a arma, e classificou como “mentiras repugnantes” as declarações de que ele teria atacado agentes, segundo comunicado citado pela imprensa.

O que dizem as autoridades

O Departamento de Segurança Interna dos EUA descreveu o caso como um ataque contra agentes, e a secretária do DHS, Kristi Noem, afirmou que Pretti não estava no local para protestar pacificamente, mas para “perpetuar a violência”.

Autoridades federais divulgaram a imagem de uma pistola que, segundo elas, estava com Pretti no momento da abordagem, e disseram que o agente que atirou agiu em legítima defesa.

Por outro lado, autoridades locais reagiram de forma oposta, o governador de Minnesota, Tim Walz, chamou as imagens de “revoltantes”, e afirmou que o estado não confia no governo federal para conduzir a investigação.

O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, confirmou que Pretti era cidadão sem histórico criminal relevante e proprietário legal de arma, e o prefeito Jacob Frey questionou quantos moradores ainda precisarão morrer para que as operações federais na cidade sejam encerradas.

Repercussão política e sociais

O presidente Donald Trump publicou a imagem da arma atribuída a Pretti e defendeu os agentes, com a mensagem ‘Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho’, em postagem nas redes sociais, conforme noticiado.

A morte de Pretti é o segundo caso fatal envolvendo operações de imigração em Minnesota em menos de um mês, após a morte de Renee Good em 7 de janeiro, fato que intensificou o clima de tensão entre autoridades estaduais e federais.

Imediatamente após o tiroteio, protestos ocorreram em Minneapolis, com relatos de confronto entre manifestantes e agentes federais, uso de spray de pimenta, gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral, e a Guarda Nacional foi acionada para apoiar a polícia local.

O que pode acontecer agora

O governador Walz anunciou que Minnesota vai liderar a investigação do caso, diante de relatos de que agentes federais teriam dificultado o acesso das autoridades estaduais ao local.

Líderes democratas em Washington passaram a defender bloquear verbas para o DHS e para o ICE, o que aumenta o risco de impasse orçamentário no Congresso, enquanto na cidade aumentam os pedidos para retirada das operações federais.

A família de Pretti disse estar de coração partido e “também muito zangada”, e classificou o ocorrido como injustificável, enquanto investigações estaduais e federais avançam para apurar a sequência de fatos que levou à morte.

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