quinta-feira, junho 4, 2026

Americano morto por agente de imigração segurava celular e não arma, diz NYT, o que se sabe sobre a morte de Alex Pretti e os protestos em Minneapolis

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Americano morto por agente de imigração, Alex Pretti, aparece em vídeos segurando celular enquanto é imobilizado por agentes do DHS, e morte provoca nova onda de manifestações

O caso envolvendo o Americano morto por agente de imigração, Alex Pretti, reacendeu o debate sobre uso de força em operações federais de imigração nos Estados Unidos.

Vídeos gravados por testemunhas e analisados por veículos internacionais colocam em dúvida a versão inicial das autoridades federais, que afirmaram que Pretti estava armado e teria sacado a arma.

As imagens mostram Pretti com um celular na mão, sendo derrubado e imobilizado antes de ser atingido por tiros, conforme informação divulgada pelo g1.

O que os vídeos mostram

Imagens captadas por testemunhas e analisadas pelo NYT e por agências indicam que Pretti se posicionou entre um agente e mulheres que recebiam spray de pimenta, segurando um celular em uma mão e nada visível na outra.

Segundo a apuração, ele foi cercado por cerca de sete agentes do Departamento de Segurança Interna, derrubado e imobilizado no chão, momento em que a arma que teria sido dele aparece sendo retirada por um agente, depois que ele já estava contido.

O vídeo mostra ainda que Pretti recebeu disparos enquanto estava ajoelhado e imobilizado, incluindo tiros que atingiram suas costas, e que dois agentes dispararam contra ele quando já estava caído.

Versões das autoridades e da família

Autoridades do DHS divulgaram inicialmente que Pretti se aproximou armado e resistiu, e afirmaram que o agente atuou em legítima defesa, apresentando a imagem de uma pistola que teria sido apreendida.

A família de Alex classificou as declarações oficiais como “mentiras repugnantes”, e disse que ele segurava apenas um celular e tentava proteger uma mulher do spray de pimenta, conforme relato divulgado pelo g1.

Registros indicam que Pretti possuía autorização legal para porte velado em Minnesota, mas parentes afirmaram que não sabiam que ele costumava portar uma arma.

Quem era Alex Pretti e contexto local

Alex Pretti, de 37 anos, era enfermeiro de UTI em um hospital do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA, e morava em Minneapolis.

Vizinhos e familiares o descrevem como calmo e solidário, e ele participava de protestos contra políticas de imigração do governo, segundo informação divulgada pelo g1.

Esta é a segunda morte em operações federais de imigração em Minnesota em menos de um mês, após a morte de Renee Good em 7 de janeiro, fato que aumentou a tensão na cidade.

Reações políticas, investigação e desdobramentos

O episódio intensificou o choque entre autoridades federais e estaduais, com o governador Tim Walz classificando as imagens como “revoltantes”, e anunciando que Minnesota liderará a investigação, diante de relatos de que agentes federais dificultaram o acesso ao local.

Do lado federal, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e apoiadores ressaltaram que agentes federais enfrentam ataques, e o presidente Donald Trump publicou a imagem da arma apreendida e pediu apoio aos agentes, em publicações nas redes sociais, conforme informação divulgada pelo g1.

Após a morte, manifestações ocorreram em Minneapolis com confrontos entre manifestantes e agentes federais, uso de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, e a Guarda Nacional de Minnesota foi acionada para ajudar a polícia local.

Eventos públicos foram afetados, com fechamento de instituições e adiamento de partidas da NBA, e líderes democratas em Washington falaram em bloquear verbas do DHS e do ICE, elevando o risco de impasse orçamentário no Congresso.

O caso do Americano morto por agente de imigração segue sob investigação estadual em Minnesota, e a ocorrência mantém a cidade em clima de grande tensão e debate sobre atuação de forças federais em operações locais.

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