quinta-feira, junho 4, 2026

Preço do ouro supera US$ 5.100 por onça e atinge recorde histórico, alta de 64% em 2025 com bancos centrais e busca por proteção

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Nova máxima do preço do ouro, acima de US$ 5.100 por onça, reflete demanda por ativos de proteção e forte entrada de recursos em fundos

O preço do ouro rompeu barreiras nesta segunda-feira, em uma escalada que levou o metal a níveis nunca vistos, em meio a um movimento global de busca por proteção.

A valorização coincide com política monetária mais flexível nos Estados Unidos, compras contínuas de bancos centrais e aportes recordes em fundos negociados em bolsa.

O movimento registrou picos intradiários, com destaque para a China ampliando aquisições pelo décimo quarto mês seguido, conforme informação divulgada pelo g1.

Principais fatores que impulsionam a alta

Analistas apontam vários vetores por trás da escalada do preço do ouro, entre eles a aversão a risco diante do aumento das incertezas geopolíticas, e a busca por ativos considerados seguros.

Para além da demanda tradicional, a política monetária mais flexível nos Estados Unidos tem reduzido custos de oportunidade de manter ouro, e os bancos centrais seguem comprando de forma consistente, o que sustenta os preços.

Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, destacou que “uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos, provocada por decisões erráticas do governo Trump na semana passada” tem sido um gatilho importante, segundo a Reuters.

Cotações e recordes do dia

Na sessão, o ouro à vista avançou 2,2%, para US$ 5.089,78 por onça, após ter alcançado mais cedo o pico histórico de US$ 5.110,50. Os contratos futuros dos EUA com vencimento em fevereiro registravam alta semelhante, a US$ 5.086,30 por onça.

O metal acumula uma valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979, pressão que também foi sentida em outros metais preciosos.

A prata à vista subiu 4,8%, para US$ 107,903, depois de atingir o recorde de US$ 109,44. A platina avançou 3,4%, para US$ 2.861,91, após alcançar US$ 2.891,6 no início da sessão. O paládio valorizou-se 2,5%, para US$ 2.060,70, depois de atingir o maior nível em mais de três anos.

Na sexta-feira anterior, a prata ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado, em um cenário de escassez prolongada no mercado físico.

Projeções e riscos no horizonte

Especialistas projetam que o preço do ouro pode se aproximar de US$ 6.000 ainda neste ano, se as tensões globais se agravarem e a demanda de bancos centrais e investidores individuais permanecer elevada.

Riscos políticos recentes também influenciam o apetite por ouro, incluindo ações e ameaças comerciais envolvendo os Estados Unidos e aliados, e mudanças na percepção sobre instituições multilaterais.

Investidores devem acompanhar indicadores de política monetária, movimentos de bancos centrais e eventos geopolíticos, que seguirão determinando a volatilidade e as possibilidades de novos recordes.

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