Ouro sobe após pico em US$ 5.110,50 por onça, pressão vem de incertezas geopolíticas, política monetária mais flexível e compras de bancos centrais, inclusive China
O preço do ouro voltou a romper patamares históricos nesta segunda-feira, com investidores buscando refúgio diante do aumento das incertezas globais.
O movimento foi alimentado por uma combinação de fatores que incluem decisões políticas, política monetária mais frouxa nos Estados Unidos e compras consistentes de bancos centrais.
Todas as informações a seguir foram divulgadas em matéria do g1, conforme informação divulgada pelo g1
Como o metal bateu novo recorde
O ouro à vista avançava 2,2%, para US$ 5.089,78 por onça, após ter atingido mais cedo o pico histórico de US$ 5.110,50.
Os contratos futuros do metal nos Estados Unidos, com vencimento em fevereiro, registravam alta semelhante, para US$ 5.086,30 por onça.
O metal acumula valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979, segundo a matéria do g1.
Fatores que elevaram a demanda
Entre os estímulos ao preço estão a busca por ativos considerados seguros, a política monetária mais flexível nos Estados Unidos e as compras consistentes dos bancos centrais, com destaque para o décimo quarto mês seguido de aquisições pela China em dezembro.
Além disso, houve aportes recordes em fundos negociados em bolsa, o que ampliou a liquidez e ajudou a sustentar os preços em níveis inéditos.
Segundo Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, “uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos, provocada por decisões erráticas do governo Trump na semana passada” foi o principal fator recente por trás da disparada.
Reação em outros metais e mercado
A alta do ouro veio acompanhada por ganhos em metais preciosos, com movimentos fortes em metais industriais e de uso automotivo.
A prata à vista subia 4,8%, para US$ 107,903, após atingir o recorde de US$ 109,44. A platina avançava 3,4%, para US$ 2.861,91 por onça, depois de alcançar US$ 2.891,6 no início da sessão.
Já o paládio se valorizava 2,5%, para US$ 2.060,70, após atingir o maior nível em mais de três anos.
Na sexta-feira (23), a prata ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado, segundo a reportagem.
Perspectivas e riscos
Especialistas projetam que o preço do ouro pode se aproximar de US$ 6.000 ainda este ano, diante do agravamento das tensões globais e da forte demanda de bancos centrais e investidores individuais.
Analistas alertam, no entanto, que movimentos políticos e decisões monetárias podem mudar a dinâmica de fluxo para ativos de proteção, tornando a trajetória do metal sensível a eventos geopolíticos e a sinais de política econômica nos Estados Unidos.
O quadro atual mostra que, enquanto persistirem incertezas, o ouro tende a permanecer no centro das estratégias de proteção de capital, com impacto direto em carteiras institucionais e no mercado físico do metal.