Dólar abre em queda de 0,22% a R$ 5,2749, com mercado atento à escolha do presidente do Fed, ao boletim Focus e a tensões entre EUA e aliados
O dólar começou a sessão desta segunda-feira, 26 de janeiro, em queda de 0,22%, cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h, enquanto o Ibovespa se prepara para abrir às 10h.
Investidores mantêm postura cautelosa nesta última semana de janeiro, diante de decisões de política monetária nos EUA e no Brasil e de episódios geopolíticos que podem aumentar a aversão ao risco.
Na sexta-feira, houve movimentos opostos no mercado interno, com alta do dólar e recorde do índice acionário, conforme informação divulgada pelo g1.
Contexto doméstico e calendário econômico
As atenções no Brasil se concentram no boletim Focus, que o Banco Central divulga com as projeções de economistas, e na reunião do Copom prevista para quarta-feira, quando o mercado espera que a taxa de juros seja mantida, em linha com as expectativas.
Na sexta-feira passada, “o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867”, segundo dados divulgados pelo g1, enquanto o principal índice da bolsa brasileira “avançou 1,86% nesta sexta-feira, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos”, também conforme o g1.
Esses números mostram a volatilidade entre um câmbio mais firme e uma bolsa que segue em trajetória de ganhos impulsionada pelo movimento conhecido como “sell America”, e por fatores locais que favorecem ativos domésticos.
Tensões geopolíticas que movimentam os mercados
Entre os fatores internacionais, ganhou destaque a polêmica envolvendo a Groenlândia, após declarações do presidente Donald Trump sobre um eventual acordo que, segundo ele, garantiria “acesso total e permanente” dos EUA à ilha, afirmação que trouxe alívio temporário aos mercados, conforme o g1.
Segundo a reportagem, Trump também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China, cenário que aumenta a incerteza externa e a aversão ao risco dos investidores.
Autoridades europeias, citadas pelo g1, sugeriram que os danos à confiança podem ser duradouros, com a chefe da diplomacia da União Europeia afirmando que as relações com os EUA “sofreram um grande golpe” nos últimos dias.
Negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia e repercussão
Outra notícia com impacto nos mercados foi o início de negociações trilaterais entre EUA, Rússia e Ucrânia, primeira vez desde o início do conflito que os três países se sentam para negociar a paz, o que ajudou a reduzir riscos geopolíticos, segundo o g1.
O g1 informou que a delegação russa será liderada pelo almirante Igor Kostyukov, a Ucrânia enviou uma combinação de civis, diplomatas e autoridades de segurança, e a delegação dos EUA é liderada pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, com participação de Jared Kushner e do assessor Josh Gruenbaum.
Apesar do avanço nas conversas, detalhes permanecem escassos, e os mercados seguem sensíveis a desdobramentos que possam alterar o apetite por risco global.
Bolsas globais, indicadores e leituras finais
Nos EUA, o fechamento de sexta-feira foi misto, com o Dow Jones Industrial Average caindo 0,58%, o S&P 500 avançando 0,02% e o Nasdaq Composite subindo 0,28%, de acordo com as informações publicadas pelo g1.
Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 0,1% e interrompeu uma sequência de cinco semanas de altas, enquanto entre bolsas nacionais houve recuos e poucos avanços, com Frankfurt sendo exceção com alta de 0,18%, conforme levantado pelo g1.
Na Ásia, os cenários também foram mistos, com Xangai subindo 0,33% e o CSI300 caindo 0,45%, enquanto o Hang Seng avançou 0,45%, e outros mercados da região registraram variações positivas moderadas, segundo o g1.
Em termos de acumulados, o relatório indica “Dólar: Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68%” e “Ibovespa: Acumulado da semana: +8,53%;Acumulado do mês: +11,01%;Acumulado do ano: +11,01%”, dados reproduzidos do g1.
Para investidores e resultados de curto prazo, a combinação de expectativas sobre a escolha do novo presidente do Fed, as decisões do Copom e episódios geopolíticos seguem sendo os principais vetores que podem mover o dólar e o Ibovespa ao longo da semana.