Mercados iniciam a última semana de janeiro com **dólar** em queda, incertezas sobre a sucessão do Fed e impacto de anúncios comerciais entre EUA, Canadá e China
O mercado financeiro abriu a semana em movimento cauteloso, com o **dólar** recuando e investidores monitorando decisões de política monetária nos EUA e no Brasil.
Há também atenção para tensões geopolíticas que podem frear o apetite por risco, depois de declarações sobre tarifas e acordos comerciais envolvendo Estados Unidos, Canadá e China.
Os dados que fundamentam esse cenário e os números do mercado local foram detalhados pela cobertura do g1, conforme informação divulgada pelo g1.
Dados recentes e desempenho do real e da bolsa
Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, e o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,86% nesta sexta-feira, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.
Na abertura desta segunda, O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h, enquanto o Ibovespa abriu mais tarde, às 10h.
Os acumulados mostram pressão de valorização do real no mês e no ano, com o dólar apresentando: Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68%., e o Ibovespa registrando: Acumulado da semana: +8,53%;Acumulado do mês: +11,01%;Acumulado do ano: +11,01%.
Expectativa sobre o Fed e sinais políticos nos EUA
Investidores seguem de olho na escolha do novo presidente do Fed, que pode ser anunciada nesta semana, e em como isso poderá afetar a autonomia do banco central norte-americano.
Rumores indicam que o presidente Donald Trump pode sinalizar o nome do sucessor de Jerome Powell, o que alimenta dúvidas sobre a independência da política monetária, e por consequência, impacto sobre o **dólar** e mercados globais.
Tensões comerciais entre EUA, Canadá e China
Na esfera geopolítica, Trump também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China, um fator que aumenta incerteza e aversão ao risco.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país não busca fechar esse tipo de acordo, e a China respondeu dizendo que acordos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país.
Conforme transcrição divulgada, “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, disse o porta-voz Guo Jiakun.
Bolsas globais e influência externa
Nos Estados Unidos, Wall Street encerrou a sessão sem direção única, com o Dow Jones recuando 0,58%, o S&P 500 avançando 0,02% e o Nasdaq Composite subindo 0,28%.
Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 0,1% na sexta-feira, acumulando queda de 1,1% na semana, e as principais praças terminaram o dia majoritariamente em baixa, enquanto na Ásia os mercados exibiram resultados mistos após medidas regulatórias na China.
Analistas destacam que a combinação entre decisões de política monetária, riscos geopolíticos e sequências de altas locais, como a do Ibovespa, tende a manter o **dólar** volátil e a demanda por segurança elevada nos próximos dias, conforme informações complementares da agência Reuters.