quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar inicia a semana em queda com cautela sobre o Fed, boletim Focus e tensões geopolíticas, enquanto Ibovespa renova máximas e mercado avalia riscos

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Dólar recua para cerca de R$ 5,27 no início do pregão, investidores monitoram a escolha do novo presidente do Fed, o Boletim Focus e ameaças tarifárias que elevam a aversão ao risco

O mercado financeiro abriu a semana com sinais de cautela, e o dólar operava em patamar mais baixo diante de incertezas sobre política monetária e eventos geopolíticos.

Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, e, por volta das 9h desta segunda, o dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h.

Já o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,86% nesta sexta-feira, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos, em meio a um movimento conhecido como “sell America” e ao otimismo com resultados locais, conforme informação divulgada pelo g1.

Boletim Focus e expectativas domésticas

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que economistas reduziram a projeção da inflação para 2026 de 4,02% para 4%.

O levantamento também traz estimativas de queda na taxa Selic ao longo de 2026, com expectativa de encerramento do ano em 12,25%, crescimento do PIB em 1,8% e, segundo o mercado, o dólar deve encerrar 2026 em R$ 5,51.

Esses números reforçam a visão de relaxamento gradual da política monetária, o que tende a pressionar para baixo o rendimento de ativos em câmbio, enquanto investidores reavaliam risco e retorno.

Tensões geopolíticas e impacto no câmbio

O cenário externo também pesa sobre o dólar, com episódios geopolíticos que aumentam a aversão ao risco, como a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aplicar tarifas de 100% ao Canadá caso Ottawa feche um acordo comercial com a China.

O acordo anunciado entre Canadá e China prevê redução de tarifas sobre a canola canadense e a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses com tarifa de 6,1%, segundo autoridades, e a China afirmou que acordos com o Canadá não têm como alvo terceiros.

Essas tensões elevam a volatilidade, pois os investidores temem represálias comerciais e impactos sobre cadeias de suprimentos e fluxos de capitais.

Mercados globais e influência externa

Em Wall Street, os índices fecharam sem direção única na sexta-feira, com o Dow Jones Industrial Average caindo 0,58%, enquanto o S&P 500 avançou 0,02% e o Nasdaq Composite subiu 0,28%.

Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana, e os mercados da região reagiram a temas debatidos no Fórum Econômico Mundial em Davos.

Na Ásia, resultados foram mistos, com o SSEC de Xangai subindo 0,33%, o CSI300 caindo 0,45% e o Hang Seng avançando 0,45%, enquanto autoridades chinesas intensificaram ações para conter práticas especulativas.

O que acompanhar durante a semana

Investidores vão acompanhar de perto a definição do nome para a presidência do Fed, sinais sobre autonomia do banco central, o calendário de decisões econômicas nos EUA e no Brasil e possíveis desdobramentos das tensões comerciais.

No âmbito doméstico, serão lidos atentamente os próximos boletins e indicadores que podem confirmar a trajetória de queda da inflação e da Selic, e no exterior, qualquer escalada nas tarifas ou risco político pode reverberar no câmbio e na bolsa.

Para quem acompanha o mercado, a combinação entre dados econômicos, escolhas de política monetária e eventos geopolíticos deve manter o dólar e o Ibovespa em movimento, com volatilidade, nos próximos dias.

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