quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar e Ibovespa em queda, investidores cautelosos com escolha do presidente do Fed, projeções do Focus e ameaças de tarifas 100% aumentam incerteza

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Dólar e Ibovespa seguem em queda, com investidores ponderando o impacto da escolha do presidente do Fed, projeções do Boletim Focus para 2026 e tensões entre EUA e Canadá

O mercado financeiro abriu a semana com movimentos de cautela, refletindo dúvidas sobre a próxima liderança do Federal Reserve e riscos geopolíticos que podem afetar fluxos de capital.

Na manhã desta segunda, dados de câmbio e bolsa mostravam leve queda, enquanto investidores aguardam sinais sobre a trajetória de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

Os números citados a seguir foram divulgados em reportagem do g1, e ajudam a entender a leitura do mercado para o dia, conforme informação divulgada pelo g1

Movimento do câmbio e da bolsa

Na manhã de segunda-feira, o **dólar operava em queda de 0,07%**, cotado a R$ 5,2832 perto das 11h, enquanto o **Ibovespa caía 0,47%**, aos 178.017 pontos. Esses dados mostram um tom de precaução depois de uma sexta-feira em que, na mesma fonte, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, e o principal índice da bolsa avançou 1,86%, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.

O que pesa no mercado doméstico

Entre os fatores internos, o Boletim Focus do Banco Central trouxe ajustes nas projeções para 2026, com economistas reduzindo a expectativa de inflação de 4,02% para 4%. O levantamento também aponta que a taxa Selic deve cair para 12,25% ao final de 2026, e que o PIB do ano deve crescer 1,8%.

O Focus manteve projeções posteriores estáveis, com inflação esperada em 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029, e projetou que o **dólar deve encerrar 2026 em R$ 5,51**. Esses números influenciam a avaliação de risco e a expectativa de retorno no mercado doméstico.

Riscos externos e tensões geopolíticas

Externamente, cresce a expectativa sobre a indicação do novo presidente do Fed, procedimento que vem sendo acompanhado com cautela pelo mercado. Rumores indicam que o nome do sucessor de Jerome Powell pode ser anunciado em breve, e investidores se preocupam com a autonomia do banco central frente a pressões políticas.

Ao mesmo tempo, tensões entre os Estados Unidos e o Canadá ganharam destaque depois que o presidente americano ameaçou aplicar tarifas de 100% sobre produtos canadenses caso o Canadá feche um acordo comercial com a China. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou, traduzido para o português, "A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto", conforme pronunciamento do porta-voz Guo Jiakun.

Essas ameaças tarifárias elevam a percepção de risco de cadeia de suprimentos e podem reforçar movimentos de aversão a risco, afetando tanto o câmbio quanto os índices acionários.

Bolsas globais e leitura do mercado

Nos Estados Unidos, os índices começaram a semana sem direção única, em um pregão marcado pela espera por resultados corporativos e decisões de juros. Perto das 10h30, o Dow Jones recuava 0,58%, o S&P 500 ganhava 0,03% e a Nasdaq tinha alta de 0,28%.

Na Europa, o índice STOXX 600 registrava queda de 0,2% por volta das 9h, enquanto bolsas como CAC 40 e FTSE 100 também operavam levemente em baixa, conforme informações compiladas com apoio da agência Reuters.

Na Ásia, os mercados fecharam praticamente estáveis, com movimentos setoriais mistos: Xangai teve leve recuo, o CSI300 subiu 0,10% e o Hang Seng avançou 0,06%, enquanto o Nikkei recuou 1,8%.

No conjunto, a combinação de sinais domésticos do Boletim Focus, a incerteza sobre a liderança do Fed e as tensões geopolíticas mantém investidores em modo de avaliação, com o **Dólar e Ibovespa** reagindo a uma agenda repleta de riscos e notícias que podem alterar expectativas em curto prazo.

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